A oposição parece não ter aprendido nada com os próprios erros.
A ausência de uma mulher na composição majoritária não é apenas um detalhe político. É simbólica. É um sinal de que, mais uma vez, as decisões seguem concentradas entre homens, enquanto a presença feminina é deixada de lado justamente no espaço onde mais se exige representatividade.
E isso pesa ainda mais quando se relembra uma das frases mais polêmicas de Ciro, que causou enorme repercussão nacional ao afirmar que “o papel” de sua esposa era dormir com ele. Uma declaração vista por muitos como machista, antiquada e incompatível com o discurso moderno que tenta apresentar em campanhas.
Agora, a montagem de uma chapa sem força feminina acaba reacendendo esse debate e reforçando críticas que a oposição tenta esconder há anos: a dificuldade de abrir espaço real para mulheres no centro do poder.
Não basta usar mulheres em palanque, em campanha ou em fotografia eleitoral. Representatividade verdadeira acontece quando elas ocupam os espaços de decisão, liderança e comando político.
Enquanto isso, o eleitorado feminino cresce, se posiciona, participa e cobra respeito. Ignorar isso pode custar caro. A oposição corre o risco de passar a imagem de um grupo político desconectado da realidade atual, preso a práticas antigas e incapaz de compreender que política sem voz feminina forte é política incompleta.
Mais do que uma ausência na chapa, o que se discute é uma ausência de visão. Porque quando mulheres são deixadas de fora da construção política, não é apenas a chapa que perde força, é a própria democracia que perde representatividade. Ipu em Foco.


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