Embora a campanha eleitoral pareça ainda distante, alguns papéis estão sendo definidos já agora, a exemplo daqueles
que devem coordenar as estratégias tanto de Elmano de Freitas (PT) quanto de Ciro Gomes (PSDB).No caso do tucano, a tarefa tem sido atribuída ao irmão Lúcio Gomes, que compunha os quadros da gestão petista até semanas atrás. Foi de Lúcio, por exemplo, a sugestão de escolha do bairro Conjunto Ceará como ponto de partida da pré-candidatura de Ciro para o Abolição.
Do lado governista, por ora, há mais lacunas que respostas. Em condições normais, a função talvez fosse desempenhada pelo ex-Casa Civil Chagas Vieira, cujo futuro político é incerto (trato disso mais adiante). Não sendo Chagas, porém, quem do bloco governista teria expertise para assumir essa missão?
O senador Camilo Santana (PT), sem dúvida, mas o ex-ministro já se comprometeu com a articulação para a reeleição de Lula. Com o ex-governador impossibilitado e Chagas às voltas com uma possível postulação (Nelson Martins, outro quadro com envergadura, permaneceu no Executivo), o nome do senador Cid Gomes (PSB) é permanentemente lembrado.
Na verdade, Cid seria a primeira opção para coordenar a campanha - desde que o oponente não fosse Ciro. Como é razoável supor que o Ferreira Gomes deve concorrer ao Governo, a hipótese de Cid capitanear a candidatura de Elmano subiu no telhado.
O papel de articulador
E Chagas? Tratei do ex-secretário há pouco porque é personagem importante nesse tabuleiro. Em conversa recente com Camilo, Elmano e o prefeito Evandro Leitão, ele segredou que avalia desistir de concorrer a qualquer cargo em 2026. A intenção, tal como disse à coluna nessa terça, é abrir caminho para outros aliados na situação.
Ainda segundo Chagas, é verdade que seu nome vem sendo cogitado para compor a chapa governista, mas isso não passa de especulações que "foram surgindo de forma espontânea, pelo trabalho que realizei, o que me deixa muito honrado e feliz".
Questionado sobre os planos para a disputa, respondeu: "Me sinto preparado para qualquer missão, mas minha vaidade de poder é zero". Em seguida, admitiu que seu propósito hoje consiste em "ajudar a reeleição de Elmano e Lula e evitar o retrocesso que significa o projeto de Ciro junto com o bolsonarismo radical".
E concluiu: "Se, pra isso, precisar abrir mão de candidatura minha, não penso duas vezes. Aliás, já falei isso para Elmano, Camilo e Evandro".
O nó da bancada
Para o PDT, contudo, a desistência de Chagas de participar do pleito deste ano não é bom negócio. O partido foi desossado na janela, restando quase nada daquela musculatura de menos de dez anos atrás, quando o pedetismo era um portento de força política no Ceará. "Todo-poderoso" da gestão de Elmano, o ex-Casa Civil foi filiado ao brizolismo como parte do plano de recuperação do PDT.
Caso não tente vaga na Assembleia, contrata um problema para a legenda - salvo se Chagas acabar se alçando a posição mais interessante para ele e para a sigla do que a uma cadeira de deputado. Qual posição? A de vice de Elmano, por exemplo, por ora ainda vaga.
Idilvan
O deputado federal Idilvan Alencar (PSB-CE) vai presidir a comissão mista do Congresso encarregada de discutir a MP 1.334/2026, que prevê reajuste de 5,4% no piso salarial nacional dos professores da educação básica pública, além de estabelecer novo modelo de cálculo para futuras elevações de vencimentos.
Formado por 13 deputados e 13 senadores, o colegiado tem como relatora a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Com o aumento concedido, o piso dos docentes passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.HENRIQUE ARAUJO

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