Um vídeo do deputado Carmelo Neto comparando preços de produtos adquiridos pela Prefeitura de Ipu com valores
encontrados na internet levanta um debate preocupante: desconhecimento da legislação vigente ou tentativa deliberada de distorcer os fatos para criar narrativa política?Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento sobre administração pública sabe que uma licitação não funciona como uma compra comum feita em site de varejo.
O poder público segue regras rígidas previstas na nova Lei de Licitações, que incluem custos de transporte, prazo de entrega, garantia contratual, regularidade fiscal das empresas, emissão de nota fiscal, logística, quantitativo, segurança jurídica e disponibilidade imediata dos produtos.
Comparar isso com preços promocionais encontrados na internet é, no mínimo, uma análise superficial e irresponsável.
É inadmissível que um parlamentar utilize comparações simplistas para tentar induzir a população ao erro. Afinal, comprar para uma prefeitura envolve uma série de exigências legais que não existem em compras feitas por consumidores comuns. Muitas vezes, os preços exibidos na internet sequer incluem frete, podem ser promocionais por tempo limitado ou até serem vendidos por empresas que não possuem capacidade legal de fornecer ao setor público.
Ao agir dessa forma, o deputado cria um discurso fácil para gerar repercussão política, mas que ignora completamente a realidade da administração pública. Pior ainda: alimenta desinformação e desrespeita o trabalho técnico realizado por servidores, equipes de licitação e órgãos de controle.
Se houve alguma irregularidade, o caminho correto é apresentar provas concretas aos órgãos fiscalizadores, e não transformar comparações rasas em espetáculo político nas redes sociais. Fiscalizar é dever de qualquer parlamentar. Mas fiscalizar com responsabilidade, verdade e conhecimento da lei deveria ser obrigação básica de quem ocupa um mandato público.
A população merece debate sério, transparente e baseado em fatos , não narrativas construídas para gerar manchetes e ataques políticos vazios. IPU EM FOCO


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