O senador Cid Gomes (PSB) afirmou, nesta terça-feira, 7, que pretende fortalecer o Partido Socialista Brasileiro no Ceará e
torná-lo “o maior em todos os níveis de representação”.“Eu quero que o partido que eu integro seja um partido importante no Ceará e, se me permitir uma vaidade, eu tenho, é ter que ser o maior, né? Já é o maior em prefeitos. Está o maior na Assembleia; na Câmara, não é. Eu quero que ele seja o maior em todos os níveis de representação. Mas é uma vaidade sadia, né? O meu partido, eu acho que é comprometido com boas causas", disse, em Brasília.
Cid foi questionado, na ocasião, sobre o próprio futuro na política, já que tem descartado concorrer novamente nas eleições. Ele respondeu que a prioridade está na formação de novas lideranças e na consolidação do PSB no Estado, negando ambições pessoais no processo.
"Para mim, a meta é essa: a gente poder disponibilizar bons candidatos a deputado estadual, bons candidatos a deputado federal e, enfim, estarei satisfeito com isso", resumiu o ex-governador.
"Ele não disse nem sim nem não. Como é o estilo", conta Cid sobre Mauro Filho
Questionado sobre o apoio declarado do deputado federal Mauro Filho (União Brasil) ao irmão de Cid e ex-ministro, Ciro Gomes (PSDB), o senador evitou qualquer avaliação e adotou tom de distanciamento. “Cada um segue o destino que quer e pronto. A gente deve respeitar e eu respeito”, encerrou.
Já ao comentar sobre a troca de Mauro do PDT pelo União Brasil, Cid afirmou que o nome do deputado federal nunca esteve nos planos do PSB. Segundo ele, houve conversas em torno do futuro partidário do parlamentar a pedido do presidente pedetista, Carlos Lupi, e com intermediação do senador Camilo Santana (PT).
“O Mauro não estava previsto no PSB, nunca esteve. O Mauro conversava com a gente, e eu consultando, teve um pedido do Lupi ao Camilo para ver se ajudava o PDT, e o Camilo me pediu para ver se eu ajudava e eu imaginei, aliás, uma das alternativas propostas pelo Lupi era o Mauro lá (no PDT) e eu falei com o Mauro e ele gostou da ideia de ficar no PDT. Ele nunca teve cogitado no PSB", narrou.
Cid contou ter conversado com Mauro há mais de um ano sobre a mudança de partido.
"Ele não disse nem sim nem não. Como é o estilo. Enfim. Então, eu não cogitava. Portanto, não é questão de pouco ou muito, eu não cogitava. Mauro estava cogitado por mim, no – conversando com ele, foi pedido, e eu conversei com ele e ele topou –, PDT. Depois me pediram para falar com ele, se ele cogitava União Brasil e ele cogitou”.
No saldo da janela partidária, Cid ressaltou que levou em conta a manutenção de quadros alinhados ao projeto que defende no Ceará, citando esforço para garantir a permanência de deputados federais na base.
“No Ceará, nós ficamos com três deputados federais, que foi o que eu trabalhei, porque eu também acho que tenho responsabilidades com o projeto e, em nome do projeto, cogitamos o Mauro num e no outro, e cogitamos o Eduardo [Bismarck] num e no outro. Então, são dois deputados federais que hoje integraram o PDT e que eu concordei, porque achava que era melhor para os dois ir prum outro abrigo”. O POVO


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