O ex-governador Cid Gomes (PSB) fez aceno interno a fim de resolver impasse na disputa pelo Senado.
O pessebista, que havia recuado da intenção de concorrer à reeleição, vem dando mostra de que pode ceder aos apelos, mas sob condições. Uma delas é a indicação da primeira e da segunda suplências da titularidade, cuja ocupação lhe caberia, enquanto as demais se destinariam a Júlio Ventura e a alguém do agrado de Júnior Mano (PSB).
Não para aí. Cid também tem sugerido que a segunda vaga para senador seja entregue à deputada federal Luizianne Lins (Rede), com quem faria dobradinha. Conforme ele, trata-se de "nome mais palatável" para uma composição. A costura esbarra em alguns obstáculos, porém. Um deles é que, para que a aliança PT/Rede se viabilizasse, a federação Psol/Rede teria de abrir mão do candidato ao Governo (o bloco lançou Jarir Pereira).
Outra dificuldade diz respeito às arestas entre Luizianne e Camilo Santana (PT), que teriam de ser neutralizadas. Daí que Eunício Oliveira (MDB) siga como o mais cotado para concorrer à Câmara Alta, seja porque já teria apalavrado com Camilo uma postulação, seja porque o MDB, na hipótese de não ser contemplado, acabaria ficando sem lugar na majoritária, uma vez que o PSD tem sinalizado que não está disposto a liberar a vice - Domingos Filho e Gabriela Aguiar estão prontos. O POVO/HENRIQUE ARAÚJO


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