Menos pelo que disse e mais pela constância em se manifestar sobre o assunto, o deputado federal Júnior Mano
(PSB) parece determinado a seguir na briga pela vaga de candidato ao Senado.O entendimento do parlamentar é o seguinte: hoje liderança estadual, tem apoio declarado de quase 40 prefeitos, que o acompanham aonde quer que vá - ou é isso que Mano quer que o Abolição imagine.
Sua lógica é a da reciprocidade: a base adere aos planos do governismo, mas é preciso que o governismo ofereça uma contrapartida. Qual seria? A indicação para a senatorial, que vem esbarrando no ex-ministro Camilo Santana (PT). A quem lhe pergunte, o petista explica por quê: receio de que a "bomba" que tramita no STF estoure lá na frente, prejudicando Elmano de Freitas (PT), que deve concorrer à reeleição.
Mano, por outro lado, não aceita que o Abolição explore seu capital político sem que ele se beneficie diretamente na transação. Daí que tenha começado a mandar recados, alguns cifrados, outros diretos e com endereço certo. Foi o caso de ontem.
Numa entrevista, quando questionado sobre formação de chapa, o deputado respondeu que Camilo não havia combinado nada com Cid sobre os indicados, isto é, que seria o próprio Cid o postulante, e não Mano.
Uma dúvida surge: como o parlamentar sabe que Cid e Camilo não trataram do assunto? A hipótese é que Cid lhe tenha contado, de modo que Mano se sentiu à vontade para desautorizar Camilo.O POVO/ HENRIQUE ARAUJO


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