Na última quarta-feira, o senador Camilo Santana (PT-CE) foi convidado para almoçar com o presidente Lula.
O movimento é comum, já que o ex-ministro da Educação é, também, líder do PT no Senado Federal, mas, na pauta, não esteve apenas as pautas governistas que tramitam no Congresso Nacional. Os dois, amigos, falaram da vida, sobre o cenário da política nacional e o retrato atual da eleição no Ceará.
Na conversa, realizada um dia antes da divulgação da pesquisa Datafolha que apontou a liderança de Ciro Gomes (PSDB-CE) por 19 pontos percentuais, Camilo apresentou dados das pesquisas internas do PT. Os números também eram favoráveis a Ciro, mas a distância não era tão grande. Nesses trackings eleitorais, a distância entre os dois variava de 11 a 13%.
Lula se comprometeu a mergulhar na campanha de Elmano, 'entrar de cabeça', garantiu uma fonte no Palácio do Planalto. No dia seguinte, o próprio presidente buscou acalmar Elmano de Freitas (PT-CE). Lula, Camilo, Elmano, José Guimarães (PT-CE), Cid Gomes (PSB-CE) e Luizianne Lins (Rede-CE) se reuniram no QG da campanha de Lula para tirar fotos e gravar vídeos que serão usados durante as propagandas eleitorais. Lula voltou a dizer que o Ceará é prioridade e que ele não medirá esforços para eleger os três.
Articulação no Senado
O almoço também serviu de reunião para definir as prioridades do PT no Senado Federal. E se engana quem acha que a grande demanda governista na Casa Alta seja a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1. Claro que é a 'pauta pop' do Congresso, mas os olhos de Lula está em outra PEC: da Segurança Pública.
"É um tema que hoje é uma demanda forte por parte da sociedade brasileira sobre a questão da segurança, e é um compromisso do presidente Lula, a partir da aprovação da PEC da Segurança, de criar o Ministério da Segurança Pública e fortalecer a integração entre os estados e municípios brasileiros em relação a isso", avaliou Camilo Santana.
O problema está, claro, no Brasil inteiro e até em fronteiras internacionais, mas o capital político também foi calculado. Para Camilo, aprovar a PEC da Segurança Pública pode melhorar as avaliações dos governos Elmano e Lula junto à população.
"Nós estamos no período eleitoral, é uma pauta que vai ser muito levantada nos estados e no âmbito nacional. Acho que é uma resposta importante, foi uma iniciativa do governo, assim como aprovamos o PL Antifacção, agora com a PEC da Segurança Pública. Por isso, eu considero prioritária", afirmou à coluna. JOÃO PAULO BIAGE
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