Como pode um político declarar apoio a um candidato a governador e, ao mesmo tempo,
apoiar para deputado justamente aquele que é apontado como um dos seus maiores adversários políticos?É preciso coerência. É preciso ter lado, defender um projeto e sustentar, na prática, aquilo que se diz nos discursos.
A política exige diálogo, sim. Exige articulação, também. Mas diálogo não pode ser confundido com conveniência, e articulação não pode servir para justificar posições completamente contraditórias.
Afinal, se o governador é o projeto que se diz defender, como explicar o apoio eleitoral a quem trabalha na direção oposta?
O eleitor está cada vez mais atento. E, no fim das contas, a pergunta que fica é simples: afinal, de que lado está esse político?
Porque, na política, até pode haver alianças diferentes. O que não pode faltar é coerência. IPU EM FOCO


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