Ganhou força nos últimos dias uma possível composição de chapa de candidatos a senadores pela base do governador
Elmano de Freitas (PT). Trata-se de uma chapa formada por Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede).A coluna apurou que iniciaram tratativas entre os partidos aliados e lideranças, bem como interlocutores bem situados, para discutir a aliança. Embora até o momento não haja nada definido, há um entendimento promissor de que seria a chapa mais forte já cogitada. Tese tem apoio de governistas e aliados da deputada federal.
"Por parte das pessoas que sentam para decidir, há uma boa perspectiva de um acerto", confidenciou uma fonte governista.
"Sabemos que muito atores políticos importantes têm se falado sobre o assunto", comentou outro interlocutor.
Luizianne está pré-candidata a senadora e não esconde o desejo de apoiar a reeleição de Elmano e ser apoiada pelo governo. Para se concretizar a chapa, ela colocaria condições, como por exemplo ajuda para eleição de Waldemir Catanho (PT), seu forte aliado, a deputado estadual.
Em relação ao senador Camilo Santana (PT), principal voz da base cearense, cuja relação com a Luizianne não é das melhores, ele entende que o presidente Lula (PT) precisa ter maioria no Senado Federal elegendo candidatos ligados a Lula, perfil que a ex-prefeita de Fortaleza se encaixa.
Além disso, ela tem demonstrado ser uma força competitiva e tendo o apoio da base, ampliaria a sua estrutura para evitar que a oposição eleja um senador.
Porém, entende-se que a deputada precisaria evitar críticas e um tom mais ácido em relação ao Camilo.
Já Cid, tem mudado o tom e admitido a possibilidade de tentar a reeleição, inclusive com apelos de Camilo, Elmano e bancada de deputados estaduais e federais do PSB. O senador admite disputar o cargo, mas Júnior Mano (PSB), o seu indicado para o posto, teria que aceitar.
Cid e Luizianne tiveram relação de amor e ódio. O senador apoiou a reeleição da prefeita em 2008, mesmo quando seus irmãos apoiaram Patrícia Saboya. Luizianne foi reeleita no primeiro turno, mas no segundo mandato começou atritos com o então governador Cid com fortes declarações um contra o outro.
Anos mais tarde, eles tiveram alguns encontros e disseram nunca ter perdido o diálogo, mesmo com afastamento. Cid chegou a declarar que se não fosse pela ex-prefeita, nunca teria aliança com o PT no Ceará e teceu diversos elogios.VERTICAL/O POVO


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