O cenário político cearense ganha novos contornos de alta voltagem com a movimentação explícita e intransigente de um
forte bloco de prefeitos em defesa da candidatura do deputado federal Junior Mano (PSB) ao Senado Federal.O grupo de gestores municipais fechou questão e cobra o cumprimento do compromisso político assumido pelo senador Cid Gomes (PSB), que havia empenhado palavra em indicar o parlamentar como o nome oficial para a vaga na chapa majoritária liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT).
Em recente reunião com seu grupo político, o político foi o centro de intensos apelos para que mantenha sua postulação de forma irreversível. O respaldo dos prefeitos não é casual: repousa sobre uma engenharia política sólida capitaneada pelo próprio Cid Gomes, que estruturou as bases de votação de seus candidatos a deputado federal diretamente no reduto político e sob a coordenação de Junior Mano.
Para o bloco governista municipal, a candidatura ao Senado é a colheita natural desse processo de construção partidária e de lealdade recíproca.
Camilo Santana veta indicação
Se por um lado a base de prefeitos demonstra unidade, por outro, o movimento esbarra na forte resistência do senador Camilo Santana. Principal fiador do bloco governista no estado, ele, apesar de repetir que “não tenho nada com o Junior Mano”, nos bastidores mantém veto explícito à indicação e insiste publicamente na tese de que o próprio Cid Gomes deve ser o candidato à reeleição na chapa.
Esse veto estabelece uma queda de braço estratégica no Ceará: de um lado, os prefeitos e Junior Mano, respaldados pelo acordo de palavra e pela capilaridade construída no interior. Do outro, o veto de Camilo Santana, que busca manter o controle das articulações, reduzindo a participação do próprio Governador, candidato a reeleição.O OTIMISTA


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