A derrota de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal empareda o presidente da República Luiz Inácio Lula
da Silva e dá tração para a oposição, especialmente para Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Palácio do Planalto.O entorno lulista vai vender a tese de que o Senado exerceu sua prerrogativa e que o mau momento do STF sedimentou esse malogro, o que também é fato.
A fatura desse revés histórico, no entanto, deve se refletir eleitoralmente, não se sabe ainda se a ponto de custar a reeleição de Lula. De todo modo, a imagem de um gestor fraco e incapaz de fazer aprovar um indicado à corte máxima não é uma variável que se possa desprezar.
O risco é o de "bidenização" de Lula. O fracasso de articulação em torno de Messias tem um erro de origem, que explica, mas não justifica, a postura de Davi Alcolumbre (UB-AP) ao longo dessa quarta, 29. No comando do Casa, o senador trabalhou pela rejeição do chefe da AGU por placar vergonhoso: 42 votos contrários e 34 favoráveis - eram necessários 41. Recusá-lo já teria sido um vexame, mas esse resultado é mais do que isso.
É uma bomba que dinamita as relações de Lula com Alcolumbre às vésperas da eleição. A partir de agora, o presidente vai precisar recompor sua base e repensar as estratégias para o pleito, é verdade, mas sobretudo para sobreviver no Legislativo até o final do ano. A oposição sentiu cheiro de sangue. A próxima derrota já está agendada: a queda do veto ao projeto da dosimetria. O POVO

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