O senador Cid Gomes (PSB) fez críticas diretas ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante agenda no Cariri, no início da semana.Em entrevista à imprensa, além de questionar o comportamento político do chefe do Executivo, ele também criticou a política monetária do país, classificando-a como “criminosa”, e afirmou que votar em Lula “por falta de opção” seria “um constrangimento”.
Cid não poupou palavras ao comentar o estilo de liderança do presidente petista, a quem classificou como um “político mangueira”.
“Lula presta um grande desserviço ao Brasil e ao seu partido ao não estimular novas lideranças”, afirmou o cearense.
Na avaliação do senador, essa postura enfraquece o debate democrático e mantém o país preso à polarização com o bolsonarismo, o que, segundo ele, “faz muito mal ao Brasil”.
“Você fica obrigado a escolher entre Bolsonaro e Lula. Essa polarização faz muito mal ao país”, disse.
Política de juros
Ao tratar da economia, Cid criticou o atual patamar da taxa básica de juros, classificando-o como um mecanismo de transferência de renda.
“Isso não existe em nenhum país do mundo: 14,5% de juros básicos ao ano. Isso é criminoso. O papel de um governo social é cobrar tributos para gerar oportunidades para os mais pobres. O Brasil funciona ao contrário: tira dos pobres para dar aos ricos”, continuou.
Segundo o pessebista, enquanto o governo destaca cerca de R$ 400 bilhões destinados a programas sociais, a política de juros transfere valores muito superiores ao sistema financeiro.
“Lula diz que as pessoas têm raiva dele porque dá R$ 400 bilhões para os pobres, mas esquece de dizer que transfere mais de R$ 1 trilhão para os ricos com essa política de juros”, declarou.
Críticas à polarização
Ao comentar o cenário eleitoral, Cid voltou a criticar a ausência de uma alternativa mais competitiva fora da polarização. Para ele, diante desse cenário, votar em Lula por falta de opção seria “um constrangimento”.
As declarações também resgatam episódios anteriores de tensão entre o senador e o Partido dos Trabalhadores. Em 2018, durante ato de campanha para Fernando Haddad no Ceará, Cid confrontou militantes com a frase que ganhou repercussão nacional: “O Lula está preso, babaca!”, ao cobrar autocrítica do partido em relação a escândalos como o Mensalão e o Petrolão. O OTIMISTA


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