De um lado, o centro.
Do outro, bairros inteiros que ficam isolados, como o Bairro da Ponte, o maior da cidade, e o Bairro Marrocos, que é ligação direta com comunidades estratégicas do pé da serra, como Ipueirinha, Acentada, Donato, Cachoeira, Timbaúba, Boa Esperança e até o município de Ipu.
E quando o rio enche, o que se vê é isso: pessoas sem conseguir passar, famílias esperando a água baixar, e quem se arrisca atravessar enfrenta o perigo real de ser arrastado pela correnteza.
Isso não é só um transtorno.
Isso é risco de vida.
É inadmissível que, em pleno período de inverno, a população fique ilhada, à mercê da própria sorte, sem garantia mínima de mobilidade.
E a situação se agrava ainda mais quando se pensa nas emergências:
- Como socorrer alguém doente?
- Como garantir o direito básico de levar um ente querido ao cemitério municipal, que fica após o Bairro Marrocos?
A resposta, infelizmente, é dura: muitas vezes, não há como.
Isso expõe uma falha grave de planejamento urbano e de prioridade administrativa.
Durante 20 anos, o que se fez foram soluções provisórias, passagens molhadas que não resistem ao primeiro volume maior de água. Obras que não resolvem, apenas adiam o problema.
Enquanto isso, a população segue pagando o preço da falta de investimento em infraestrutura definitiva.
Não se trata apenas de obra.
Trata-se de respeito.
Respeito com quem mora, trabalha, adoece, vive e até precisa ser sepultado com dignidade.
O que está em jogo é o direito de ir e vir garantido, mas não assegurado na prática.
- Uma cidade não pode aceitar que, a cada inverno, seu povo fique isolado.
- Uma gestão pública não pode normalizar o improviso onde deveria existir planejamento.

Porque quando falta ponte, não falta só concreto, falta compromisso com as pessoas.
RP1: CERTAMENTE AS VIAGENS A EUROPA DEVEM TER ABERTO A MENTE DA PREFEITA E TEREMOS MUITAS BOLSAS DE INCENTIVO FINANCEIRO E ATÉ QUEM SABE SURGIR A SOLUÇÃO QUE DURANTE 20 ANOS O TIME DO "REISINHO",NÃO TEVE COMPETÊNCIA PARA RESOLVER..




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