O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou prender o contador Washington Travassos de
Azevedo, suspeito de obter ilegalmente e vender dados de magistrados e outras autoridades do País.Segundo o g1, a prisão ocorreu no último dia 13, após a investigação da Polícia Federal concluir que Washington seria um dos mandantes de uma organização criminosa que comandava o roubo e venda de dados sigilosos de autoridades da Justiça brasileira e seus familiares.
No dia em que foi preso, Azevedo passou por uma audiência de custódia, que manteve a prisão.
De acordo com a decisão de Moraes, a quadrilha da qual Washington faz parte teria roubado dados da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) de 1.819 pessoas.
Ainda segundo o documento, teriam sido obtidos e vendidos dados de pessoas vinculadas a ministros do STF e do Tribunal de Contas da União (TCU), além de familiares de deputados federais, ex-senadores da República, ex-governador, dirigentes de agências reguladoras, empresários e "outras personalidades de notoriedade pública".
A prisão de Washington Travassos faz parte da primeira fase de uma operação de busca e apreensão contra servidores públicos, iniciada em fevereiro deste ano pela PF.
O que diz a Receita Federal
A Receita informou que, antes da operação, já havia aberto auditoria prévia para apurar as suspeitas. O procedimento ainda está em andamento.
"Em 12 de janeiro desde ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos 3 anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa", afirma a nota da Receita.
"A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF. Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal", segue o comunicado. PONTO DO PODER


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