A ala de oposição ao governo Elmano na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) — incluindo parlamentares
filiados ao Partido Liberal (PL) — segue firme no propósito de convencer Ciro Gomes (PSDB) a disputar o Governo do Estado nas eleições de outubro de 2026.A líder do PL, deputada estadual Dra. Silvana, afirmou que a legenda hoje precisa de Ciro. Já o deputado Cláudio Pinho (ainda no PDT) destacou que o povo tem convocado o ex-governador e que, agora, ele “não pode recuar”.
PL e Ciro
A deputada Dra. Silvana pareceu minimizar a informação oficial de que estariam suspensas as negociações entre o PL e a pré-candidatura de Ciro. Para ela, o ex-ministro é o único capaz de vencer o PT e, por isso, tornou-se essencial para o partido.
"Eu, Silvana, digo: o PL hoje precisa do Ciro. Eu, Silvana, líder do PL, eu quero o PL apoiando o Ciro, porque eu quero o melhor pro meu Estado. Eu quero realmente ganhar a campanha para governador do Estado do Ceará", afirmou.
Segundo a parlamentar, Ciro é o "único nome capaz de enfrentar e ganhar uma eleição hoje". Ela reforça que ele tem plenas condições de sair vitorioso, independentemente do cenário traçado pelas pesquisas eleitorais atuais.
Silvana minimizou a importância dos levantamentos técnicos e afirmou acreditar em ondas favoráveis de opinião popular. Na visão dela, existe uma "onda Ciro" que vai se consolidando e que é capaz de mudar o cenário político.
Ciro não pode recuar
Na visão do deputado estadual Cláudio Pinho (PDT), Ciro Gomes "não pode recuar" de uma candidatura ao Governo do Ceará, pois está sendo "convocado pelo povo”.
"Chegam na vida pública momentos em que você não pode recuar. O Ciro tem feito articulação, não tem a ambição de ser candidato novamente ao governo, mas, diferentemente de outras ocasiões, o Ciro tá sendo convocado”, avaliou.
Segundo o parlamentar, o cenário político atual e o apelo popular colocaram o ex-governador em uma posição onde a desistência não é mais uma opção viável, mesmo diante de convites para a disputa nacional.
"Ele tá analisando, porque inclusive teve convite, mais uma vez, para ele entrar na política nacional. E nós, aqui no Estado do Ceará, advogamos que ele deve ficar aqui no Ceará. Mas há possibilidade de sair vice em chapa majoritária a nível nacional e ele, que faz política a nível nacional, lógico que fica tocado, mas ele não vai poder deixar o povo do Ceará esperando por ele. Então, ele vai ter que ser candidato aqui”, convocou Pinho.
Pinho destacou que, mais do que os números que o colocam na liderança nas intenções de voto, o que mais o empolga na pesquisa Datafolha, divulgada pelo O POVO, é o fato de Ciro ter a menor rejeição entre os candidatos.
“Fica muito claro que o nome do Ciro é quem encarna o desejo do povo. E o que anima em relação à questão da pesquisa não são os dados, os 40 e poucos pontos. Às vezes, a rejeição é mais importante. Então, se a rejeição do Ciro é a menor, existe possibilidade ainda de crescimento. Então, acredito que, no momento que ele assumir a candidatura, nós deveremos ter a consolidação dos números favorecendo Ciro”, previu.
A mesma pesquisa mostrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é quem mais traz prejuízos a um candidato que apoia no Ceará. Para Pinho, no entanto, isso não preocupa.
"Ciro é uma expressão nacional, ele não precisa de muleta para ser candidato a governador. Aqui no Estado do Ceará, ele não vai precisar de apoio de Lula, de apoio de Bolsonaro, de apoio de Camilo. Quem precisa de muleta, apesar de estar há três anos à frente do governo, parece que é o governador”, cutucou.
Ele emendou: “Então, essa questão de Bolsonaro, Lula e Camilo é nacional. A nossa preocupação é resolver os problemas do Estado. E o Ciro irá debater, em sendo candidato, a problemática do Estado. É isso que o cearense quer”, concluiu.
Alcides ao Senado
A deputada Silvana declarou ainda que a indicação do partido para o Senado já está decidida. Ela cravou que "já tá batido o martelo" sobre o nome do deputado estadual Alcides Fernandes (PL), pai do presidente estadual da sigla, o deputado federal André Fernandes (PL).
Além de Alcides, a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL) também colocou seu nome à disposição como pré-candidata, contando com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Sobre o posicionamento de Alcides na pesquisa Datafolha, Silvana ponderou que a campanha ainda não começou e acredita que, após a “onda Ciro”, uma segunda onda alavancará o candidato do PL na disputa pelo Senado.
“O PL terá um senador e a campanha não iniciou, as pessoas não sabem nem quem são os candidatos. Então, nós não podemos ter uma pesquisa de viabilidade de eleição para o Senado”, argumentou.
A parlamentar encerrou: “Hoje, dentro do PL, só tem um nome: Alcides Fernandes. Acabou. E essa onda do Senado aí vai ser uma segunda, um segundo passo, depois do governo”. O POVO


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