Diversos deputados estaduais não reeleitos, entre membros da base e da oposição, levaram ontem ao plenário da Alece
relatos de ameaças e cobranças de "pedágios" de facções criminosas que eles e aliados teriam sofrido durante a eleição deste ano.Em longo discurso, Antônio Henrique (PSDB) relatou ter sofrido uma série de ameaças na disputa. "Um amigo seu ligar para você e dizer 'deputado, retirei o adesivo do meu carro, porque senão eu estava correndo risco', é grave", diz.
A fala foi endossada por Cláudio Pinho (PSDB) e Lucílvio Girão (PSB), este último da base aliada. "Está muito difícil fazer política no Ceará, porque as facções não deixam, ameaçando as pessoas e os candidatos", diz Girão.
Líder do governo Elmano de Freitas (PT) na Casa, Guilherme Sampaio (PT) prestou solidariedade aos colegas, mas destacou que a violênica é um problema nacional, que não possuiria "lado" nem "ideologia" política definida.
"Essa ameaça não é de lado A nem lado B, não é de esquerda ou de direita", disse, lembrando caso de atentado sofrido pelo vereador governista Adail Júnior (PDT), que teve a residência alvejada por disparos em Fortaleza.
Guilherme Sampaio destaca ainda que, embora o problema permaneça, resultado eleitoral do último domingo mostrou que a população reconhece o trabalho que vem feito pelo governo estadual contra a violência.
Neste sentido, o petista citou investimentos da gestão na área e recentes melhora de indicadores. “Não é que a população esteja totalmente tranquila, que o problema está totalmente resolvido. Mas o povo viu o trabalho de planejamento, de investimento, a seriedade e a coragem”, destaca Sampaio.VERTICAL/ O POVO
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