O calendário eleitoral abriu uma nova etapa desde ontem e, pelo avançar das coisas, será uma das mais importantes da temporada.
Partidos e coligações estão autorizados a realizar convenções para oficialização de candidaturas para as eleições que acontecem no dia 4 de outubro próximo, momento que precede o início efetivo de campanha nas ruas. Trata-se de um passo legalmente necessário.
Até 5 de agosto próximo deve acontecer a definição do quadro de candidaturas, finalizando entendimentos que, parte deles, ainda seguem abertos para se estabelecer quem estará aliado de quem. Especialmente quanto à disputa majoritária, pelos cargos de presidente da República (e vice), governador de Estado (e vice) e as vagas de senador. Duas, no caso do Ceará.
Há muita negociação que continua acontecendo, apesar de as principais decisões, aparentemente, já terem sido tomadas e de o cenário parecer em grande parte definido, a depender da realidade local de cada unidade federativa . Mas, como adverte ditado popular, o perigo, muitas vezes, mora nos detalhes.
Portanto, é conveniente que o eleitor acompanhe com atenção os movimentos até que tudo seja dado como resolvido a fim de interpretar as intenções que movem os atores políticos por trás dos acordos e das conversas.
As alianças fazem parte da natureza da atividade e se deve cobrar dos envolvidos, apenas, que ajam com transparência e responsabilidade, focando uma perspectiva de vitória eleitoral, claro, mas sem esquecer que o objetivo buscado deve ser sempre a melhor maneira de atender o interesse do público.
O que está projetado para 2026, no campo político, não é uma campanha tranquila. Pelo contrário, tudo aponta para um cenário muito tenso, marcado, no plano local e no cenário nacional, por acusações de parte a parte e por uma disposição geral de levar a disputa às últimas consequências.
É importante, por isso, que tenhamos o Estado, através de suas instâncias legitimadas, preparado para agir com firmeza e rapidez sempre que a situação exigir algum tipo de intervenção.
Enfim, está aberta uma etapa nova de uma caminhada eleitoral, que na verdade já começou faz algum tempo e tem situações acumuladas que conseguem justificar a preocupação latente na sociedade com o que está por vir.
Em 2022 tivemos uma estrutura de justiça atenta e atuante, o que ajudou a amenizar o efeito de episódios violentos verificados à época, o que inclui registros até de mortes vinculadas à tensão política.
Para não termos um quadro semelhante àquele é importante, também, que os agentes políticos saibam conduzir o debate até o limite que o ambiente democrático permite. Tolerar um milímetro a mais que isso será inaceitável.n EDITORIAL/ O POVO
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