Traição é um dos assuntos a dar a tônica nas eleições deste ano no Ceará.
Depois do anúncio da candidatura de Cid Gomes (PSB) à reeleição no Senado pela base governista, o irmão dele e candidato a governador pela oposição, Ciro Gomes (PSDB), divulgou vídeo no qual disse lutar por “um Ceará onde seus líderes não traem seu povo, não roubam e não deixam roubar.
Não se vendem, não trocam seus compromissos por acordos de ocasião”. Àquela altura, perfis apoiadores do tucano já difundiam conteúdos nos quais apontavam o senador como desleal em relação ao responsável por projetá-lo na política.
Nesta semana, ao participar da série de entrevistas com pré-candidatos na rádio O POVO CBN, o governador Elmano de Freitas (PT) falou que Ciro não estaria cumprindo o combinado com a federação entre União Brasil e Progressistas.“Nessa questão da federação, o que eu estou sabendo, soube pela imprensa, tive confirmação dos membros do União e do Progressistas, é que o nosso adversário não está cumprindo o acordo que ele realizou”.
O compromisso previa a candidatura de Roberto Cláudio a deputado federal, com o intuito de puxar votos para o União Brasil. Porém, ele deverá ser vice na chapa do tucano.
Elmano mencionou a campanha de 2022. “Ele (Ciro) já tem costume de não cumprir os acordos, ele não cumpriu os acordos com a eleição da governadora Izolda (Cela), traiu o acordo que fez, e parece que está querendo trair o acordo que fez com a direção nacional da Federação União Progressistas. Esse é um problema dele, eu não vou me meter nisso”.
O uso do verbo trair por um e depois por outro não parece coincidência.
Para além de discussões programáticas e ideológicas, lealdade e deslealdade serão assuntos em pauta no discurso público e, principalmente, na campanha extraoficial. ÉRICO FIRMO/ O POVO
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