A convenção do PL Ceará, realizada nesta quarta-feira (22), apenas confirmou o que já era dado como certo nos
bastidores: Alcides Fernandes (PL) é o candidato do partido ao Senado, em aliança majoritária com Ciro Gomes (PSDB).Entretanto, mais do que publicar a ata e confirmar nomes, o evento consolidou o balanço de poder interno: a palavra final do bolsonarismo no Ceará é de André Fernandes.
O grupo político enfrentou turbulências desde novembro do ano passado, quando Michelle Bolsonaro, figura de peso nacional, iniciou uma ofensiva contra a aliança do PL com Ciro Gomes.
Ela transformou o arranjo cearense em alvo preferencial quando veio a Fortaleza para o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Estado. Nas redes, chegou a chamar a direita local de "vendida" e a denunciar o "toma lá, dá cá". Sustentou, até o limite, a candidatura de Priscila Costa ao Senado.
Articulação concreta
Entretanto, a costura tratada por André com Ciro jamais esteve em risco real de ser desfeita. Em nenhum momento da crise, a definição balançou. E isso se deve ao acordo firmado com o aval de Flávio Bolsonaro.
O senador e pré-candidato à Presidência sustentou o acordo do início ao fim, participou pessoalmente do lançamento da pré-candidatura de Alcides, em 10 de julho, e bancou o deputado estadual como nome único do partido para a vaga.PONTO DO PODER


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