A tentativa do pré-candidato Ciro Gomes de transformar um simples gesto político em suposta apologia ao crime
organizado revela mais sobre seu próprio estado de ansiedade eleitoral do que sobre a realidade dos fatos.Em vez de apresentar propostas concretas para os problemas do Ceará, prefere apostar em discursos carregados de tensão, tentando demonstrar, a qualquer custo, uma postura de enfrentamento às facções criminosas.
O problema é que, quando o debate público passa a ser guiado pelo exagero e pela necessidade constante de provar coragem, o resultado costuma ser o despreparo. Segurança pública é um tema sério, que exige inteligência, equilíbrio e responsabilidade, não performances políticas para alimentar narrativas de “não tenho medo de facção”.
A obsessão em associar qualquer gesto, símbolo ou manifestação popular ao crime organizado acaba banalizando um problema gravíssimo que afeta milhares de famílias. Mais do que combater o crime, esse tipo de postura parece focado em criar manchetes e alimentar polarizações.
O povo espera firmeza, mas também espera lucidez. Quem deseja liderar precisa demonstrar serenidade para diferenciar apoio político legítimo de acusações precipitadas. Transformar tudo em guerra simbólica pode até gerar repercussão momentânea, mas não resolve os desafios reais da segurança pública. IPU EM FOCO

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