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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

QUAL A FORÇA DOS PARTIDOS POLÍTICOS PARA NEGOCIAR ESTRATÉGIAS EM 2026??

Por ipuemfoco   Postado  segunda-feira, janeiro 05, 2026   Sem Comentários


Em meio ao balanço dos trabalhos de 2025 e às projeções para 2026, o governador Elmano de Freitas (PT) recorreu a

uma estimativa numérica rápida da força de sua base ao tratar da disputa pela reeleição no próximo ano. 


No encontro do secretariado realizado no final de dezembro, o petista destacou a quantidade de prefeitos, deputados, vereadores e movimentos sociais que o têm como aliado.

A menos de um ano do próximo pleito, a medição das forças partidárias, o equilíbrio de interesses — muitas vezes concorrentes — entre aliados e a disputa por espaços estratégicos tornaram-se, ao mesmo tempo, o maior trunfo e o principal sinal de alerta do campo governista. 

Do lado da oposição, o cálculo é semelhante, mas parte de uma lógica defensiva: conter perdas, reagrupar forças e atrair lideranças insatisfeitas com as articulações conduzidas pelo Palácio da Abolição.

Na hora de sentar à mesa para negociar alianças, ganham mais peso as legendas que já ocupam espaços institucionais relevantes, seja na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), na Câmara dos Deputados, no Senado Federal seja no comando de prefeituras cearenses.

Um indicativo claro desse jogo de forças foi o próprio discurso de Elmano aos secretários. Ao elencar as entregas previstas para 2026, o governador fez questão de frisar que conta com o apoio de cerca de 180 prefeitos, 36 deputados, “uma pancada de vereadores” e movimentos sociais organizados.

Dentro desse cenário, o PT, partido do governador, entra na disputa com uma artilharia robusta. Além de comandar o Governo do Estado, a legenda aposta na manutenção da Presidência da República e governa Fortaleza — a única capital do País administrada por um petista. No Ceará, o partido soma ainda 48 prefeituras, incluindo a da Capital.

Na Alece, o PT ocupa nove cadeiras, formando a segunda maior bancada da Casa. Já na Câmara dos Deputados, a legenda conta com três parlamentares cearenses. Entre eles está José Guimarães (PT), líder do Governo Lula, que pretende ser uma das peças centrais da eleição de 2026. O deputado federal é pré-candidato ao Senado, uma das vagas mais disputadas tanto no campo governista quanto na oposição.

A pretensão de Guimarães, no entanto, encontra concorrência interna. A deputada federal Luizianne Lins (PT) também se coloca como pré-candidata ao Senado, acirrando a disputa dentro da própria legenda.

Atualmente, o PT já ocupa uma cadeira na bancada cearense no Senado, com Augusta Brito, que exerce o mandato enquanto Camilo Santana está licenciado para comandar o Ministério da Educação. A pressão interna do partido para ampliar essa representação, porém, esbarra nos interesses de outras siglas do amplo arco governista, que também buscam espaço na chapa majoritária de 2026.

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PSB

Se o PT concentra o comando do Executivo estadual, o PSB aparece como um dos principais pilares da base governista. A sigla figura entre aquelas com maior capilaridade territorial e peso institucional no Estado, fatores que a colocam em posição privilegiada nas negociações para 2026.

O partido se destaca, sobretudo, pelo controle de um grande número de prefeituras. Ao todo, são 72 administrações municipais, o que representa mais de um terço dos municípios cearenses. Essa presença territorial, especialmente no Interior, garante ampla influência regionalizada.as mesmo sem controle da máquina estadual

Na Assembleia Legislativa do Ceará, o PSB também exerce papel central. A bancada é a maior da Casa, com 12 parlamentares, incluindo a Presidência do Legislativo estadual. Na Câmara dos Deputados, a legenda tem uma cadeira na bancada cearense.

Entre as principais lideranças locais, o PSB tem como figura central o senador Cid Gomes, que segue como um dos nomes mais influentes da política cearense. O ex-governador é o principal articulador de uma extensa rede de influência partidária entre prefeitos e, por anos, comandou o grupo governista no Estado.

Cid mantém forte poder de articulação nas mesas de negociação. Nos últimos meses, tem reiterado que não pretende disputar a reeleição, mas passou a defender a candidatura de um sucessor: o deputado federal Júnior Mano (PSB). O parlamentar, no entanto, enfrenta denúncias relacionadas a suposto desvio de recursos públicos para compra de votos. O político nega todas as acusações.

Mesmo diante da crise envolvendo o indicado, Cid insiste na candidatura. A eleição de 2026, inclusive, será um marco para o político, já que deve ser a primeira disputa nacional em que o senador estará publicamente rompido com o irmão Ciro Gomes.

PSD

Outra sigla com forte influência municipalista é o PSD, um dos partidos mais pragmáticos e estratégicos do Ceará. A legenda comanda 16 prefeituras, tem quatro deputados estaduais e três federais.

O PSD cumpre uma função estratégica nas composições governistas, já que seus gestores municipais administram cidades médias e grandes, e seus deputados têm trânsito fácil entre diferentes campos políticos.

Após fazer oposição ao Governo Elmano nas últimas eleições gerais, a sigla aderiu à base e consolidou a aliança ao indicar a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Bezerra (PSD). Ela é filha do presidente estadual do partido, Domingos Filho, ex-vice-governador, atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo Elmano e já citado por governistas como possível candidato ao Senado. Gabriella também é filha da prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar (PSD), e do deputado federal Domingos Neto (PSD).

O PSD é o quarto maior partido da Câmara dos Deputados, fator que reforça sua importância na distribuição de tempo de propaganda eleitoral gratuita e de recursos financeiros.

Republicanos

Entre as siglas que orbitam o campo governista está também o Republicanos, que administra 14 prefeituras no Ceará e conta com dois deputados estaduais.

Um dos nomes mais fortes da legenda é o ex-senador Chiquinho Feitosa, cotado para disputar novamente uma vaga no Senado. Além dele, o partido tem o vereador Ronaldo Martins, nome com forte diálogo junto a segmentos religiosos e conservadores, um campo em que a esquerda enfrenta maior dificuldade de acesso.

O Republicanos é o quinto maior partido da Câmara dos Deputados, representação que amplia seu peso eleitoral.

Progressistas

Com 10 prefeituras no Ceará, o PP vive um momento de incerteza no Estado. Uma das siglas mais fiéis ao Governo Elmano, o partido anunciou, em nível nacional, fusão com o União Brasil, que integra a oposição no Ceará.

Sob o comando do secretário das Cidades, Zezinho Albuquerque, e do deputado federal AJ Albuquerque, a legenda soma três cadeiras na Assembleia Legislativa. Em âmbito nacional, o PP tem a terceira maior bancada da Câmara dos Deputados. Essa representação é um diferencial importante na mesa de negociação, por seu impacto direto no tempo de propaganda eleitoral e no acesso a recursos.

Com a força consolidada no Estado, AJ e Zezinho tentam vencer a queda de braço com lideranças locais do União Brasil e atrair antigos opositores para conduzir a fusão ao campo governista.

MDB

Outra legenda com forte presença municipalista é o MDB, que comanda nove prefeituras no Ceará e conta com três deputados estaduais e dois federais.

Entre suas principais lideranças está o deputado federal Eunício Oliveira, um dos caciques mais tradicionais da política cearense, com interlocução direta tanto com o Palácio da Abolição quanto com a cúpula do Palácio do Planalto. 

O político tem manifestado a intenção de disputar novamente o Senado, inclusive com a possibilidade de negociar o espaço atualmente ocupado pela emedebista Jade Romero como vice-governadora do Ceará.

O MDB é o sexto maior partido da Câmara dos Deputados, o que reforça seu peso na distribuição de tempo de propaganda e de recursos eleitorais.

PDT

Além das siglas com maior representação federal, há partidos que mantêm influência relevante no Ceará, como o PDT. A legenda tenta se reestruturar após quase quatro anos de crise, período marcado pela saída de lideranças históricas e pela perda de prefeitos e parlamentares.

Atualmente, o partido comanda cinco prefeituras e tem quatro deputados estaduais — que devem deixar a sigla —, além de quatro deputados federais.

Nas movimentações mais recentes, o PDT sinaliza a intenção de estancar perdas e reorganizar suas bases após o período mais turbulento de sua história no Ceará.

Qual o cenário da oposição no Ceará?

Se no campo governista a disputa se dá pela acomodação de interesses e pela ampliação de espaço, na oposição o desafio central é estruturar um palanque competitivo para 2026.

O bloco reúne partidos e lideranças com perfis distintos, mas que têm feito movimentos de coalizão.

A oposição parte em desvantagem no controle de prefeituras e na ocupação de espaços institucionais, mas aposta no desgaste de governos e na capacidade de mobilização de lideranças com forte recall eleitoral para equilibrar o jogo.

PL

Principal legenda da oposição no Brasil, o PL reúne o campo bolsonarista no Ceará. O partido mantém representação no Legislativo, com dois deputados estaduais e três federais, além de uma base militante fiel, especialmente em segmentos conservadores.

Embora tenha presença municipal limitada, o partido compensa com capacidade de mobilização em disputas polarizadas. A legenda aposta na transferência de votos do bolsonarismo e na narrativa de enfrentamento aos governos federal e estadual.

Tanto nacional quanto estadualmente, o PL foca no fortalecimento no Congresso, especialmente no Senado. Uma das prioridades locais é eleger o deputado estadual Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes (PL), para o cargo de senador.

A sigla soma, atualmente, a maior quantidade de congressistas, o que também representa uma vantagem importante na divisão do tempo de propaganda eleitoral gratuita e dos recursos de financiamento de campanha.

No fim do ano, o PL Ceará enfrentou um momento tumultuado após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticar articulações anteriormente autorizadas por seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e tiradas do papel por correligionários locais.

A postura travou a aproximação entre o PL e outras siglas da direita e deixou em aberto a formação de uma frente ampla para 2026.

União Brasil

O União Brasil também aparece como uma das principais forças da oposição no Ceará. Reduto daquele que, por anos, foi o principal nome oposicionista no Estado, o ex-deputado Capitão Wagner, a legenda contabiliza cinco prefeituras cearenses, quatro cadeiras na Assembleia Legislativa e quatro na bancada federal.

O partido é o segundo maior da Câmara dos Deputados e está em processo de fusão com o PP, o que faria da união a maior força partidária do Congresso Nacional. Nessa articulação, o PP Ceará seria levado à oposição, já que o União Brasil detém maior representatividade no Estado.

Apesar disso, a legenda enfrenta um momento de incerteza. Mesmo com a chegada de um novo nome oposicionista, o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, o partido é alvo de uma ofensiva governista, que tenta atrair deputados como Moses Rodrigues — também cotado como candidato ao Senado pelo governismo —, Fernanda Pessoa e Danilo Forte para a base aliada.

A definição dessa disputa interna pode redesenhar o equilíbrio de forças no Estado já no ano eleitoral, seja reforçando significativamente a base governista e desferindo um duro golpe na oposição, seja fortalecendo os oposicionistas diante da ampla coalizão no poder.

PSDB

Após uma sequência de derrotas eleitorais que enfraqueceram a sigla, o PSDB aposta em uma retomada em 2026. Com presença institucional reduzida, o partido mantém apenas quadros pontuais no Estado, com uma prefeitura e uma cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará.

No fim deste ano, a partir de uma articulação do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), a legenda conseguiu a filiação do ex-ministro Ciro Gomes, que retornou ao partido. 

O nome do tucano recém filiado tem ganhado força para disputar o Governo do Ceará, em uma composição que poderia formar uma frente ampla com legendas como PL e União Brasil.

A aproximação, contudo, foi suspensa após críticas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à aliança entre bolsonaristas e o tucano.

Novo

Outra sigla que compõe a oposição é o Novo. A principal liderança do partido no Estado é o senador Eduardo Girão, que lançou pré-candidatura ao Governo do Ceará no fim de 2025 após resistir ao nome de Ciro Gomes. 

No fim do ano, o senador recebeu apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que defendeu uma frente ampla da oposição em torno de seu nome. O peso eleitoral da legenda é limitado, mas o Novo pode ganhar visibilidade nas negociações da oposição em busca de um acordo para 2026.PONTO DO PODER

RP: ACOMPANHE TODOS OS DETALHES NA RÁDIO ALHANO WEB COM O RADIALISTA ROGÉRIO PALHANO DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA, A PARTIR DO MEIO DIA. NÃO PERCAM!!

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