Nos últimos anos, a dívida do IPUPREV cresceu de forma assustadora, aproximando-se da casa dos R$ 100 milhões de reais.
Um rombo previdenciário que não surgiu do nada, tampouco pode ser atribuído a uma única canetada recente. Trata-se de um passivo acumulado ao longo de gestões inteiras — gestões essas amplamente apoiadas pelos mesmos vereadores que hoje posam de indignados.
Essa dívida foi parcelada duas vezes com aprovação da Câmara Municipal de Ipu, em votações claras, registradas e incontestáveis. À época, o parcelamento foi tratado como necessário, responsável e inevitável para garantir o funcionamento do sistema previdenciário e evitar um colapso ainda maior. Agora, com a queda da liminar que sustentava esse acordo, a lei exige algo simples: que o parcelamento seja novamente apreciado e aprovado pelos vereadores.
E é exatamente aqui que mora o absurdo.
Os mesmos parlamentares que aprovaram os parcelamentos, que sustentaram politicamente as gestões responsáveis pela maior parte dessa dívida, agora se colocam contra a solução que eles próprios ajudaram a construir. Uma incoerência gritante. Uma mudança de discurso que não se sustenta nem técnica, nem moralmente.
A pergunta que o povo de Ipu precisa fazer é direta e incômoda:
Esses vereadores estão defendendo o interesse do município ou apenas cumprindo ordens?
São representantes do povo ou meros paus mandados, meninos de recado de líderes políticos que usam a previdência dos servidores como palanque eleitoral?
Porque ser oposição não dá salvo-conduto para a irresponsabilidade. Muito menos para a hipocrisia. Não se pode criar o problema, assinar embaixo dele durante anos e, no momento de corrigir o rumo, cruzar os braços e apontar o dedo.
O IPUPREV não é brinquedo político. É o futuro de servidores que trabalharam a vida inteira e que não podem ser usados como massa de manobra em disputas de poder. Ipu precisa de vereadores com coragem, coerência e compromisso, não de discursos vazios e convenientes.
A história está registrada. As atas estão assinadas. E a conta, cedo ou tarde, sempre chega. A diferença é quem terá coragem de assumir a responsabilidade — e quem continuará fingindo que não tem nada a ver com isso.IPU EM FOCO


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