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segunda-feira, 15 de junho de 2020

DEZENAS DE PEIXES MORTOS SÃO ENCONTRADOS POR SURFISTAS EM CAUCAIA

Por ipuemfoco   Postado  segunda-feira, junho 15, 2020   Sem Comentários

Peixes mortos foram avistados por cerca de 500 metros de extensão na orla da praia do Cumbuco, em Caucaia, neste domingo (14).

De acordo com o surfista Eglailton Liberato, 42, conhecido nas redes sociais como Pai Vei, as dezenas de peixes mortos foram encontrados por volta das 5 horas e o odor causado por eles poderia ser sentido na beira da praia. Outros surfistas do local, segundo Pai Vei, também relataram encontrar os peixes mortos nesta segunda-feira (15).

Para Pai Vei, que surfa todos os dias em locais diferentes do litoral de Fortaleza e RMF há cerca de 30 anos, a situação é nova. Ele nunca tinha visto um caso parecido, apesar de já ter ajudado no resgate de tartarugas-marinhas. “Isso entristece a gente que vive no mar, pegando onda. 

A gente se preocupa com o meio ambiente. O mar é tudo pra gente, pra todos nós, né?”, lamenta. Apesar do ocorrido, ele seguiu o plano de surfar no local e afirma que haviam outras pessoas também fazendo uso da praia. 

A prefeitura de Caucaia, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que deve enviar técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Caucaia (Imac) ao local para avaliar o ocorrido. O município ressalta que o órgão tem um canal para denúncias de crimes e acidentes ambientais aberto à população, por meio do telefone (85) 9 9943-6822 ou email imac@caucaia.ce.gov.br.

Causas desconhecidas

Como não teve nenhuma reação na pele após entrar em contato com a água neste domingo, o surfista acredita que os peixes possam ter sido deixados no mar por uma embarcação. “Acho que alguma embarcação que selecionou os peixes bons e botou os mortos dentro do mar. Além de poluir a praia, tanta gente passando por lá, custava nada trazer pra terra e doar pra galera”, opina. 

De acordo com a engenheira de pesca Caroline Vieira Feitosa, professora do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da UFC, a pesca de arrasto pode ser uma das causas. Nessa modalidade, uma embarcação joga uma rede para pescar uma espécie alvo, mas acaba também arrastando outras espécies chamadas de fauna acompanhante. A captura acidental então é descartada por não interessar economicamente. No entanto, ela atenta para o fato de que é necessário uma análise dos peixes para saber a real causa das mortes.

Caroline explica ainda que existe a possibilidade de que a pesca não seja do Ceará, porém encalhou na praia do Cumbuco sendo trazida pelo mar. Apesar de trazer malefícios para o meio ambiente, a pescaria de arrasto ainda é permitida em alguns locais do país. No Ceará, há restrição de que esta prática, que segundo a professora não é comum no Estado, apenas pode ser realizada por embarcações motorizadas a mais de três milhas marítimas das costa. A resolução foi publicada em decreto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em junho de 2003.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que responde pelo Batalhão de Polícia de Meio Ambiente e pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, não enviou resposta explicando se há algum crime ambiental sendo investigado em relação a este caso. Também procurada, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), afirmou que a situação não diz respeito ao órgão, mas sim ao Ibama. Por sua vez, técnicos do Ibama contatados pela reportagem também não responderam.DN

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