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sábado, 21 de março de 2020

BARES E RESTAURANTES JÁ PREVÊ 5 MIL DEMISSÕES

Por ipuemfoco   Postado  sábado, março 21, 2020   Sem Comentários


Pelo menos 5 mil demissões em três dias no Ceará. Esses são alguns dos números de expectativas iniciais do segmento de bares e restaurantes para definir o impacto que 
a suspensão das atividades de comércio e indústria, assim como o fechamento das divisas, terá na economia cearense. 

As medidas, decretadas pelo governador Camilo Santana nesta quinta-feira, 19, são vistas como necessárias, mas geram preocupação no que diz respeito ao futuro de empresas de todos os portes e, principalmente, de seus milhares de colaboradores.

No Brasil, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) projeta perda de R$ 100 bilhões nos serviços e comércio, que pode atingir 5 milhões de demissões no País.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Assis Cavalcante, a medida, inicialmente prevista até o dia 29 de março, trará "perdas imensas" para o comércio local.

"Esperamos que o Governo socorra as empresas com recursos e leis que fomentem a iniciativa privada, para que os empregos sejam mantidos", diz. Ele critica, ainda, o fato de os bancos não terem prorrogado, até o momento, prazos para pagamentos de títulos de cobrança.

Rodolphe Trindade, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel no Ceará), frisa que além de pelo menos 5 mil demissões em três dias, tem muito empreendedor fechando as portas definitivamente.

Quem também trata o momento atual como "sem precedentes" é o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio), Maurício Filizola. A entidade ainda não possui dados para mensurar os impactos da paralisação na atividade econômica, mas promove uma pesquisa para colher dados precisos.

Já o assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Lauro Chaves Neto, diz que, de uma forma geral, a indústria terá uma queda drástica no seu nível de atividade e "grandes consequências negativas" nos âmbitos econômico e social de todo o Estado.

"Se por um lado é necessário para a saúde pública a redução das atividades, por outro é imperioso que a liquidez e o fluxo de caixa das empresas sejam oxigenados com a isenção e prorrogação de impostos, a criação de linhas de crédito de fácil acesso com taxas reduzidas e uma injeção na demanda com a elevação dos valores dos programas de transferência de renda", pondera.

Dentre os pedidos ao Governo, o setor produtivo cita incentivos fiscais e parcelamento de impostos. Em nota, a Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE) informou que "a questão está sendo avaliada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e as decisões devem ser tomadas conjuntamente pelos secretários dos estados e Distrito Federal", em data ainda não definida.

Procurada, a Secretaria Municipal das Finanças (Sefin) afirma que está analisando possíveis impactos econômicos que tem como causa a atual crise epidêmica da Covid-19. "Neste atual momento, nossos esforços estão centralizados para combater e mitigar o pico epidêmico em nossa Capital".

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