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sábado, 23 de fevereiro de 2019

ELEITO COM APOIO DE VARIOS PARTIDOS;MAIA E PRECIONADO POR CARGOS NO GOVERNO

Por Rogerio Palhano   Postado  sábado, fevereiro 23, 2019   Sem Comentários


ELEITO PARA a presidência da Câmara com apoio de várias siglas, Rodrigo Maia, agora recebe cobrança de parlamentares.

Insatisfeitos com a falta de interlocução no Palácio do Planalto, líderes de partidos que reelegeram Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara já começam a cobrar a fatura política. Sob o argumento de que a demora do governo para liberar cargos e emendas pode se refletir no placar de votação, deputados pressionam Maia para que ele consiga convencer o presidente Jair Bolsonaro (PSL) a "destravar" pelo menos as nomeações.

Nem mesmo o anúncio de que nos próximos dias o Executivo criará uma plataforma virtual, na qual deputados e senadores da base aliada poderão fazer indicações para o segundo escalão, serviu para acalmar os parlamentares. Nos bastidores, muitos deles tratam com ironia o novo modelo para selecionar quem ocupará as vagas nos Estados, batizado no Planalto de "banco de talentos".

"Isso vai virar um show de calouros", provocou o deputado Jhonatan de Jesus, líder do PRB na Câmara. A plataforma a ser lançada pelo governo foi desenvolvida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e estabelecerá critérios para nomeações, como formação acadêmica e experiência na área. O discurso oficial é de que todo indicado precisará ser "ficha-limpa" para entrar na equipe. A seleção para a ocupação dos cargos será feita pelos ministros.

"O problema é que esse governo não tem traquejo político e é muito enrolado", afirmou o líder do PP, Arthur Lira (AL). "Se for para ministros escolherem as pessoas, nem precisa nada. Se vai para a subjetividade do ministro, tudo vai continuar do mesmo jeito."

Em conversas reservadas, deputados dizem que, se o endurecimento das exigências para nomeação valesse para todos, o ex-chefe da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno - demitido na segunda-feira - e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, não teriam sido escolhidos. Os dois são alvo de investigação sobre financiamento irregular de candidaturas.

Líderes de siglas que votaram pela recondução de Maia na presidência da Câmara reforçam a robusta aliança que lhe rendeu uma vitória no primeiro turno, com 334 votos - e agora precisa retribuir o apoio.

Embora não tenha bom relacionamento com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Maia é amigo do ministro da Economia, Paulo Guedes, conta com a simpatia de militares, como o chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, e está ganhando a confiança de Bolsonaro. Nos corredores da Câmara, o presidente da Casa tem sido tratado como "primeiro-ministro".

A ameaça de derrubar no plenário projetos importantes, se o governo não ceder, é feita a portas fechadas por congressistas descontentes e atinge até mesmo a reforma da Previdência, classificada pela equipe econômica como prioritária para o ajuste das contas públicas. (Agência Estado)

Apoio

A recondução de Maia ao comando da Câmara teve apoio de 19 partidos, separados em dois blocos. O maior deles, chamado de "blocão", reúne DEM, PP, PR, PSD, MDB, PRB, PSDB, PTB, PSC, PMN e o próprio PSL de Bolsonaro.
Governo

"No governo Temer, o interlocutor era Carlos Marun. Hoje, o presidente não empoderou ninguém, Gustavo Bebianno saiu e se diz que a articulação política está dividida entre Onyx e Santos Cruz. Mas quem tem dois não tem nenhum", afirmou o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), líder do partido e do "blocão".OPOVO

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