O clima nos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) é de otimismo após o senador terminar o primeiro turno à
frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).O Zero Um de Jair Bolsonaro (PL), registrou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. O resultado tem atraído novos apoios, estimulado negociações e alimentado um clima antecipado de “já ganhou” entre aliados, que já se referem ao candidato como “presidente”.
Em Pernamuco, o deputado federal Mendonça Filho (PL), candidato derrotado ao Senado e coordenador da campanha de Flávio no eEtado neste segundo turno, ganhou espaço nas articulações da direita. O ex-ministro da Educação de Michel Temer (MDB) passou a ser apontado por aliados como possível integrante de um eventual governo do senador.
Recém-filiado ao PL, Mendonça foi apresentado pelo presidente estadual da sigla, Anderson Ferreira, a líderes políticos e apoiadores presentes em um encontro da campanha como “futuro ministro de Pernambuco”. O parlamentar, no entanto, não confirmou a possibilidade de voltar à Esplanada.
Questionado pelo O POVO sobre a possibilidade de assumir a pasta ou outro ministério, Mendonça afirmou que a prioridade é a eleição presidencial. “Eu não tenho nenhuma preocupação com isso. Minha preocupação, meu foco é exclusivamente a vitória de Flávio Bolsonaro. Eu não sou uma pessoa movida por cargos, eu não sou uma pessoa movida pelo poder. A minha disposição hoje é oferecer ao Brasil uma alternativa. E o caminho alternativo presente é o caminho de Flávio Bolsonaro para presidente. No mais, não tenho nenhum projeto pessoal, a não ser fazer com que Flávio possa ganhar a eleição presidencial”, declarou.
Anderson Ferreira, por sua vez, afirmou que o deputado terá espaço no governo caso Flávio vença a eleição. “Não tenho dúvida nenhuma que será futuro ministro de Pernambuco e do Brasil”, disse em coletiva de imprensa.
No palco, o dirigente do PL também elogiou a participação de Mendonça na disputa pelo Senado. Terceiro colocado na eleição, o deputado recebeu cerca de 1,72 milhão de votos, o equivalente a 18,57% dos votos válidos. “Você foi um guerreiro. E eu não tenho dúvida de que será ministro. Pernambuco precisa, a direita precisa”, afirmou Anderson.
ACM Neto sai de cima do muro
Na Bahia, o vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, também passou a atuar publicamente pela candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno. No primeiro turno, o ex-prefeito de Salvador havia apoiado Ronaldo Caiado (PSD), então candidato à Presidência, e não declarou apoio a Flávio.
Após o resultado da eleição para o governo baiano, vencida pelo petista Jerônimo Rodrigues, ACM Neto anunciou apoio ao senador e mobilizou lideranças políticas para um ato de campanha marcado para sábado (17), no Farol da Barra, em Salvador, com a presença de Flávio.
A mobilização reúne vereadores, prefeitos, ex-prefeitos e outras lideranças da oposição baiana. A movimentação está de olho na composição de um eventual governo de Flávio, caso o senador vença o segundo turno, e à disputa por espaço político na oposição estadual.
Além de ACM Neto, dois nomes do próprio campo político são apontados como possíveis concorrentes por protagonismo na Bahia: João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania e dirigente do partido no estado, e Bruno Reis (União Brasil), prefeito de Salvador em segundo mandato.
Recomendação de cautela
O ex-presidente Jair Bolsonaro teria recomendado cautela com as articulações na reta final da campanha presidencial ao filho Flávio Bolsonaro (PL), especialmente à formação de um eventual governo, segundo o jornal O Globo.
Ao deixar a residência do pai, Flávio reconheceu que recebeu orientações, mas evitou detalhar a conversa. A visita ocorreu após o fim de uma suspensão de 90 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, ao autorizar a retomada dos encontros, manteve a proibição de reuniões com finalidade político-eleitoral.O POVO


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