Na política, a coerência costuma ser o primeiro compromisso que se espera de quem opina e de quem faz jornalismo.
Por isso, chama atenção quando um radialista entrevista, de forma cordial, um político que antes ele próprio rotulava como “poste” ou “pau mandado”. Afinal, o que mudou: o entrevistado ou o discurso?
Quando as palavras variam conforme a conveniência do momento, é natural que o público questione a credibilidade de quem as profere. Críticas duras perdem força quando são substituídas, sem qualquer explicação, por um tratamento completamente diferente.
Vale lembrar que um “poste”, na expressão popular, não possui vontade própria; sua única função é permanecer parado, servindo apenas de apoio ou, como ironizam muitos, de banheiro para os animais nos momentos de aperreio.
No fim das contas, fica a pergunta: quem demonstrou mais incoerência?
Quem aceitou o rótulo sem reagir ou quem, depois de usar esse rótulo, mudou de postura sem explicar os motivos?
O público merece respostas, porque a coerência continua sendo um dos pilares da credibilidade. Ipu em Foco.

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