A defesa de Daniel Vorcaro entregou a proposta de delação
premiada do dono do Banco Master à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).Essa etapa precede a discussão sobre os benefícios da colaboração e a devolução de recursos. Cada um dos anexos da delação deve tratar de um episódio diferente de irregularidades cometidas pelo ex-banqueiro e por outras pessoas, com detalhes da situação, nomes dos envolvidos e a apresentação por meios de provas.
No documento, Vorcaro teria citado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci. Segundo o relato, o banqueiro afirmou ter firmado contrato com o escritório da advogada com o intuito de se aproximar do magistrado. Apesar disso, ele negou qualquer irregularidade no acordo. A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
Vorcaro apresenta, no material, os crimes que teria cometido, as condutas ilícitas que envolvem terceiros e elenca provas que poderá apresentar caso o acordo de colaboração seja aceito pelas autoridades. A partir desses elementos, foram montados os anexos.
A informação sobre a conclusão dos anexos foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem. A reportagem apurou com pessoas que acompanham o caso que o material foi entregue por volta das 12h desta quarta (6).
Depois da apresentação desses anexos, que tramitará sob sigilo, a defesa e os investigadores passarão a discutir condições como redução e regime de pena à qual ele deve ser submetido. Até o momento, o entendimento de autoridades é de que ele não deve receber perdão judicial.
Também se discutirá os valores que terão que ser pagos por Vorcaro ao Estado, como multa ou ressarcimento.
A defesa do ex-banqueiro tem ido diariamente à Superintendência da PF em Brasília, onde os relatos de Vorcaro são colhidos. Vorcaro foi transferido em 19 de março para a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, com o objetivo de discutir os termos de sua delação premiada.
A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que relata o inquérito sobre irregularidades relacionadas ao Master. Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior, no aeroporto de Guarulhos. A PF aponta que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master.
Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março, em fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu servidores do Banco Central. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também preso durante investigações contra as fraudes do Banco Master, trocou sua equipe de defesa e mira conseguir fechar um acordo de delação premiada.(José Marques/Folhapress)


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