Faltando menos de seis meses para as eleições de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um nível de
rejeição inédito em comparação a outros períodos em que governou o País (2003-2010) no seus dois primeiros mandatos.Para tentar reverter esse quadro, o atual chefe do Poder Executivo aposta em um conjunto de medidas de impacto popular - estratégia comum de uso da máquina pública em anos eleitorais, já adotada por outros candidatos à reeleição.
O pacote inclui ações relacionadas ao preço dos combustíveis, subsídios para gás de cozinha e energia elétrica, além de um novo programa de renegociação de dívidas, entre outras iniciativas.
Com isso, o Planalto lançou iniciativas como o programa Gás do Povo, criado no ano passado e voltado a cerca de 15 milhões de famílias. Na área de energia, após o Luz do Povo, lançado em 2025, também se discute um aporte para segurar reajustes nas tarifas.
Em parceria com estados, o governo ainda anunciou subsídio ao diesel para conter a alta do combustível, que impacta diretamente o transporte de cargas e o preço dos produtos.
Outras medidas em análise incluem rever a tributação sobre compras internacionais de até 50 dólares e suspender multas do pedágio free flow. O governo também aposta na isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e no debate sobre o fim da escala 6x1 como pautas de apelo eleitoral.
Cenário
Historicamente, presidentes costumam melhorar a avaliação durante o ano eleitoral. Lula chegou a recuperar popularidade no segundo semestre do ano passado, mas voltou a registrar queda.
Em 2006, 2010 e 2014, quando o PT estava no Planalto e venceu as eleições, o governo tinha maioria de aprovação. Agora, porém, pela primeira vez chega a esse momento com avaliação negativa, segundo pesquisa Ipsos-Ipec, que apontou 51% de desaprovação contra 43% de aprovação.
Em 2006, a essa altura do campeonato, Lula detinha 55% de aprovação e 39% de reprovação. Quatro anos depois, em 2010, o petista era aprovado por 83% da população e reprovado por 13%.
A ex-presidente Dilma Roussef (PT), que fora reeleita para a Presidência em 2014, contava com 51% x 43% no placar da aprovação e reprovação, respectivamente. Já no mandato atual, o chefe do Poder executivo tem o apoio de 43% da população a sua administração, enquanto 51% reprovam seu governo, conforme dados da última pesquisa Ipsos-Ipec (o antigo Ibope). O OTIMISTA


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