O senador Cid Ferreira Gomes (PSB) deixou a base aliada do Governo do Estado, liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT).
Cid e Elmano conversaram nesta sexta-feira (15). Segundo a Coluna apurou, o senador comunicou ao govenador que estava fora do projeto.
A conversa foi presencial. A Coluna não conseguiu confirmar se o assunto foi tratado no Palácio da Abolição, sede do governo estadual.
O senador Camilo Santana (PT), tido como o maior líder político do Ceará em atuação, foi inteirado dos fatos.
Depois da conversa com Elmano e Camilo, Cid conversou com vários deputados do PDT - federais e estaduais.
Aos parlamentares, Cid teria colocado seus argumentos para não mais fazer parte da base aliada palaciana.
O PSB de Cid elegeu a maior quantidade de prefeitos no Ceará nas eleições 2024 - 65 das 184 prefeituras do estado.
Em seguida vêm PT e PSD como os maiores vencedores nas disputas pelo executivo municipal.
Hegemonismo do PT
Segundo interlocutores, o ponto de cisão é o movimento do PT em ocupar a maioria dos espaços relevantes do Estado.
Na lista estão a presidência da Assembleia Legislativa e a indicação para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O PT já controla o governo do Estado e, a partir de janeiro de 2025, também a Prefeitura de Fortaleza, com o prefeito eleito da Capital, Evandro Leitão (PT).
Lia Gomes
"Ele (Cid) comunicou ao Camilo e ao Elmano que está fora do projeto", disse, à Coluna, a deputada Lia Gomes (PDT), irmã do senador.
A parlamentar detalhou a conversa de Cid com os dois principais líderes petistas do Estado - Elmano e Camilo.
A deputada confirmou trechos dos fatos e das conversas que consolidaram a posição do irmão senador.
Segundo o que a deputada relatou à Coluna, ela vinha de Sobral - seu principal colégio eleitoral -, para Fortaleza, quando conversou com Cid.
Conversas com deputados
Ao parar em um posto de combustível, para abastecer o veículo, Lia conversou com o irmão senador. Em chamada de vídeo, ele estaria em conversas com alguns deputados.
Lia relata que Cid já tinha conversado com uma série de parlamentares.
No posto, onde conseguiu sinal de celular, segundo Lia, o senador do PSB estava relatando a situação aos deputados Antônio Granja e Eduardo Bismarck.
A Coluna apurou que Cid teria conversado, na média, com entre 12 e 15 deputados.
"Eles (PT) não estão respeitando o Cid; a história que Cid tem dentro desse grupo", disse Lia, à Coluna.
A deputada estadual diz apoiar a posição do irmão senador.
"Concordo com a decisão dele (Cid). Isso não é saudável para a democracia. Ele acertou na decisão", opinou Lia Gomes.
A Coluna não conseguiu completar as tentativas de contado com o senador Cid. Foram deixadas perguntas em seu WhatsApp.
O Palácio da Abolição também foi procurado.
O texto acima será atualizado, assim que houver retorno ou novas informações sejam consolidadas. ERIVALDO CARVALHO/O OTIMISTA
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