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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

BOLSONARO,UM FALSO CATÓLICO

Por ipuemfoco   Postado  quarta-feira, novembro 03, 2021   Sem Comentários



O presidente Bolsonaro, em sua turnê pela Itália, principalmente por Roma, fez o que poucos – ou nenhum – católico faria: não entrou na Basílica São Pedro,

no Vaticano, e também perdeu a oportunidade de falar com o papa Francisco. Para ter contato direto com o pontífice, como aconteceu com o presidente norte-americano, o também católico Joe Biden, era preciso estar totalmente imunizado.


Como Bolsonaro afirmou que as vacinas transformam as pessoas em jacarés ou podem até, em certos casos, transmitir o HIV, ficou isolado. Não buscou nem perdão divino pelos seus crimes, aqueles que alega não ter cometido, apesar das provas coletadas pela CPI da Covid no Senado.


Além do papa, Bolsonaro não aproveitou a viagem a Roma para a cúpula do G20 para se encontrar com outros líderes do bloco, uma das principais razões para ter ido à Europa: ver, ser visto e marcar encontros bilaterais, visando benefícios ao Brasil. 


O presidente não fez nada disso. Apesar de colocar sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação, ele alega não ter recebido nenhuma vacina contra a Covid, talvez o motivo responsável por seu isolamento. Ninguém parecia querer proximidade com Bolsonaro.


Em vídeo divulgado pela mídia, Bolsonaro aparece sozinho, isolado das rodinhas que incluíam os principais líderes mundiais. Se o objetivo era virar “pária”, como diria o ex-ministro Ernesto Araújo, Bolsonaro conseguiu a alcunha para o País que governa. Em um sinal raro de insignificância, o presidente brasileiro conversou com os garçons que serviam comidas e bebidas no evento.


Foi ainda em Roma que a comitiva presidencial revelou que não iria seguir para a Escócia, com o objetivo de participar da COP 26. O fato de não ter ido a Glasgow, na Escócia, discutir com os líderes mundiais sobre o clima, deu a impressão de que desejava ver a Amazônia em chamas, retalhada em lotes de madeira ou para a produção da pecuária. Assim, Bolsonaro conseguiu ser um zero à esquerda tanto no G20 em Roma, como na COP 26, na Escócia. O presidente brasileiro é inexpressivo e irrelevante.


Além de não visitar o papa e o Vaticano, Bolsonaro não tem atitudes cristãs, pois não respeita o próximo. Mesmo no exterior, sua segurança agrediu jornalistas e ele não criticou os truculentos assessores. Deu seu já clássico sorriso amarelo ao brincar sobre o número de mortos pela Covid do Brasil. 


Mas, ao não participar do evento que decidirá o futuro do planeta na COP 26, decidiu abandonar o destino do País à própria sorte. Infelizmente, ele governará e nos representará no exterior até o final de 2022. Ao que parece, precisaremos da intervenção divina para suportarmos tanta falta de empatia.TAÍSA SZABATURA

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