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sábado, 20 de novembro de 2021

A HERANÇA DE BOLSONARO

Por ipuemfoco   Postado  sábado, novembro 20, 2021   Sem Comentários


Vai chegando a hora de contabilizar os estragos deixados pela primeira temporada de mandato do capitão mito Messias,

torcendo para que não exista chance de um revival parte dois desse pesadelo.  


Na conta, na lista, estragos tão gigantescos que assombrariam até o mais otimista dos torcedores. E não é mero achismo opinativo. Trata-se de fatos, tão evidentes como o ciclo da noite e do dia na rotação da Terra. 


Quem sente na pele, no bolso e na mente sabe. Jair Bolsonaro já legou aos pobres brasileiros um coquetel de experimentos trágicos que vai da volta da inflação, dos juros altos e do desemprego recorde até a morte efetiva, aos milhares, por descaso no combate à pandemia da Covid-19 que já soma mais de 600 mil óbitos. 


Mas a marca de maldades bolsonaristas se estende pelos mais longínquos confins do País. Do desmatamento e queimadas devastadores que não cessam – embora a mentira latente do inquilino do Planalto insista na tese de que a floresta tropical por aqui estaria tão preservada como à época do Descobrimento em 1500 – até searas vitais da Educação, Cultura e Saúde. Perca as esperanças! Não está ficando pedra sobre pedra. O desmonte da máquina é uma realidade concreta e dramática. 


Nas relações externas, o desastre é tão grande que o Brasil já ultrapassou o estágio de pária, sendo transformado em alvo de chacota global — tamanha a pororoca de fake news e cenas ridículas que o mandatário teima em encenar e acumula em cada rodada que realiza de conversas e visitas internacionais. Na última, deprimente e assustadora, em sua trolagem do sistema, Bolsonaro foi capaz de dizer que o Enem e seu conjunto de provas de acesso às universidades estariam ficando, finalmente, com a sua cara e de seu governo. 


Em outras palavras, fruto da censura que impôs a certos temas, o teste de conhecimento dos jovens brasileiros teria enfrentado um filtro ideológico claro, perverso e de retrocesso. Ato contínuo, ao menos 38 técnicos, responsáveis pela elaboração do material, pediram demissão e desistiram de participar desse espetáculo grotesco. 


Em uma intervenção inédita, a gestão Bolsonaro estaria fazendo uma seleção de questões do Enem e o presidente, em pessoa, ainda foi capaz de tripudiar, dizendo que o padrão dos testes não avaliaria de forma correta a bagagem cultural de ninguém, servindo tão somente ao ativismo político. Seria mais adequado questionar se o mandatário tem algum padrão, minimamente razoável, de conhecimento para sugerir isso? 


É angustiante testemunhar o que está acontecendo. O governante vai dilapidando qualquer resquício de marco civilizatório por onde passa. Implode políticas públicas. Enterrou até o bem-sucedido Bolsa Família, sob a alegação loroteira de substituí-lo por algo melhor. Bolsonaro se jactou de ter deformado o orçamento, investindo na ruína da responsabilidade fiscal. 


Anuncia aumentos eleitoreiros de salários de servidores, fala em gastar adoidado com mais emendas secretas, faz o diabo montado em um calote monstruoso sobre credores que estão tendo, a contragosto, de bancar a farra.


Bolsonaro é isso: o obscurantismo encarnado. Raso, espoliador, perverso, deseja impor um fundamentalismo tacanho que choca os mais diversos segmentos da sociedade moderna. Como bem disse o semanário inglês “The Economist”, o presidente é nocivo à economia. Mas não só a ela. Foi capaz de jogar para o alto também as potenciais alianças políticas. 


Inclusive aquelas com as quais nutria alguma simpatia, tal qual a turma do Centrão. Imagine só! Bolsonaro faz mal a ricos e pobres, indistintamente. Com a imbecilidade latente, mete uma Nação inteira no atoleiro. De estagflação ao flagelo da fome, há de tudo um pouco na experiência avassaladora de sua passagem pelo poder. Uma alta dos preços histórica, que não se via faz décadas, lateja no bolso do consumidor. Não existe bom-senso, coerência, nada de positivo saindo da mente convulsionada do capitão. 


Notem a deliberada estratégia de destruição do Estado como se conhecia originalmente. As insanidades do presidente vêm impondo prejuízos sociais imensos. A homofobia, o racismo, o preconceito social em todos os níveis e direções entraram na ordem do dia. Está aí para quem quiser ver. 


Como pensar, cogitar, em seguir na cruzada espoliadora, de um senhor com essa natureza, por anos a fio? É preciso dar um basta. Contar os dias para uma rápida e libertadora saída desse pesadelo.CARLOS JOSÉ MARQUES

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