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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

CIRO GOMES; " LUCIANO HUCK É UM ESTAGIÁRIO"

Por ipuemfoco   Postado  sexta-feira, fevereiro 07, 2020   Sem Comentários


                               
Em entrevista ao historiador e comentarista político Marco Antonio Villa, divulgada na quarta-feira (5), o ex-governador do Ceará e ex-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT)
chamou o apresentador e potencial candidato à presidência em 2022 Luciano Huck de "estagiário" ao dizer que ele não poderia ser eleito para o Planalto porque não tem experiência na administração pública e não saberia conduzir a economia.

"Na mesma hora que o consumo se anima, explode a importação, que é o fenômeno que derrubou Dilma. Quando Lula implode a importação, estamos vendendo petróleo a $ 110 o barril. Essa importação com a Dilma ficou desfinanciada porque o petróleo caiu para $ 30. Essa é a explicação e vai acontecer agora com Bolsonaro. 

Cresceu dois pontos, o País quebra... Por isso, não podemos botar um estagiário mais na presidência da República", disse o pedetista. Quando foi questionado por Villa sobre quem seria o estagiário, Ciro respondeu que era Huck. 

"Para mim, é o Luciano Huck. Isso é inacreditável. Eu até tenho medo de ofendê-lo porque tenho uma relação cordial com ele e com Angélica, não é nada disso, eu não sei como ele se propõe", acrescentou.

Bolsonaro, FHC e Lula

Ciro também classificou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como 'estagiários' por não terem experiência prévia na administração pública antes da presidência da República.

"É assim, eu paro numa esquina e vejo malabaristas, acho maravilhoso. Não tenho capacidade mental para treinar aquilo. Vou pegar meu filho com apendicite e dar para um malabarista cuidar? Não dá. Bolsonaro é um estagiário, nunca administrou nada nem na vida pública e nem na privada, primeira experiência é a presidência da República. Fernando Henrique nunca administrou nada. Lula nunca administrou nada. Será que o Brasil não está vendo isso?", questionou.

Doria, Huck e Ciro têm de "começar a conversar" sobre 2022, diz Maia

Em entrevista à GloboNews, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou sobre a corrida à Presidência da República em 2022. Questionado por jornalistas sobre os nomes a que tem demonstrado apoio para formar uma aliança de centro, sem necessariamente lançá-los antecipadamente à disputa daqui a dois anos, o parlamentar comentou que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Luciano Huck e Ciro Gomes "têm de ter coragem de começar a conversar para 2022". Senão, acrescentou Maia, a disputa será decidida entre Jair Bolsonaro "e o candidato do Lula".

"Não tenho resposta", diz Huck sobre 2022

Huck foi questionado no dia 23 de janeiro em um almoço-painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a respeito de uma futura candidatura à Presidência da República e não refutou a possibilidade. Enrolou, falou de Amazônia, que não tinha nada a ver com a pergunta, mas acabou concluindo, para risos da plateia que acompanhava a palestra: "Sua pergunta é muito difícil. Não tenho a resposta nem para mim mesmo", afirmou.

Mais do que não negar a possibilidade, Huck deu justificativas de por que pode acabar trilhando este caminho.
Para o apresentador, há "muitas maneiras" de se engajar nas mudanças que o País precisa e "entrar para a política é uma delas", afirmou. 

Mas também listou outras iniciativas que poderiam ser tomadas, como fomentar, inclusive por meio de financiamento, a qualificação de novos talentos da política - algo que já faz, por meio da parceria com os movimentos de renovação, que, por sua vez, são vistos como a plataforma inicial, anterior inclusive aos partidos, para seu lançamento na política.

"Todas as decisões que tomamos na vida são políticas", afirmou o apresentador, que está circulando em Davos com a barba, branca, crescida.

O "lançamento" da candidatura foi feito por Raiam Pinto dos Santos, que estava na audiência do almoço-painel, se apresentou como empreendedor e quis saber que garantias Huck daria de que seu projeto é para valer.

Para o presidente do Cidadania, Roberto Freire, uma das figuras do meio político com quem Huck tem conversado - e que estimula que a possibilidade de o nome do apresentador estar nas urnas se concretize -, a participação em Davos teve dois propósitos: primeiro, ajudar a tirar algum preconceito que possa existir com o fato de Huck ser um apresentador de TV. 

"Ele vem mostrar capacidade" e conhecimento das questões do País. Em segundo lugar, segundo Freire, as falas de Huck demonstram que ele "está admitido a possibilidade" de efetivamente entrar na disputa de 2022.

Huck, que é ligado aos movimentos de renovação política RenovaBR e Agora!, já vinha declarando que é preciso "restaurar" as lideranças políticas nacionais. Em janeiro, ele havia publicado um artigo com a defesa dessa ideia no site do próprio Fórum Econômico Mundial. 

Ele também já fez críticas à condução das políticas ambientais no País sob o governo Jair Bolsonaro e, na semana passada, foi um dos que criticaram o vídeo com citações nazistas do então secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, antes de o presidente decidir demiti-lo.

O apresentador tem se aproximado de políticos como Freire, o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung e mantido diálogos com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). 

A movimentação já fez ele ser alvo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que Huck "não representa a centro-esquerda", mas sim "a TV Globo". Já o deputado Marco Feliciano (sem partido-SP), aliado da família Bolsonaro, o chamou de "comunista" na semana passada.

No dia 22 de janeiro, Huck já havia gravado um vídeo e publicado em suas redes sociais, em que apresentou o Fórum Econômico Mundial. "É um daqueles eventos para tentar fazer o mundo um lugar mais igualitário, mais justo, e para repensar um pouco os fundamentos do capitalismo", disse o apresentador. 

"Como estou numa fase da vida que quero aprender, onde fazer pergunta é mais legal do que saber resposta, eu estou aqui", completou. Ao explicar o evento, ele disse que o encontro não era "uma seita secreta para definir os rumos do mundo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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