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terça-feira, 22 de outubro de 2019

CARGOS FEDERAIS; DISPUTA NO PSL ATINGE O CEARÁ

Por ipuemfoco   Postado  terça-feira, outubro 22, 2019   Sem Comentários

A crise nacional do PSL ganhou outros capítulos, ontem, com novas consequências no Ceará. 

Em uma reviravolta na disputa interna pela liderança do partido na Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) foi oficializado no cargo, no lugar de Delegado Waldir (GO). 

Parlamentares ligados ao presidente Jair Bolsonaro e ao presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar (PE), viraram alvo de retaliações dentro e fora da legenda. No meio dessa briga, cargos federais da cúpula do partido no Ceará começaram a ser atingidos e o racha local tende a aumentar.

O envolvimento do deputado federal Heitor Freire, presidente do PSL no Estado, na disputa pela liderança da bancada do partido na Câmara, colocou o PSL cearense no centro da crise nacional, principalmente depois do vazamento de uma conversa do parlamentar do Ceará com o presidente Bolsonaro, na semana passada. 

Ele admitiu a existência do diálogo e negou ter sido o autor da divulgação, mas a deputada federal Carla Zambelli (SP), ligada a Bolsonaro, afirmou, nas redes sociais, que Freire fez a gravação.

O fato de o deputado cearense ter apoiado a manutenção de Delegado Waldir na liderança do PSL, ao invés de Eduardo Bolsonaro, também pesa contra ele. No fim, Eduardo acabou sendo oficializado no cargo ontem, após conseguir maior número de assinaturas na bancada do partido em apoio ao seu nome. Mais cedo, o próprio Waldir entregou o posto na Câmara.

Na última quinta-feira (18), mesmo dia do vazamento da conversa de Heitor Freire com Bolsonaro, Lucas Fiuza, um dos braços-direitos do presidente estadual do PSL, foi exonerado do cargo de coordenador-geral de Fomento ao Empreendedorismo, Atração de Investimento e Fungetur, do Ministério do Turismo. Ele tinha sido nomeado para o cargo há apenas dois meses, sob influência de Freire junto ao Governo Federal.

Definição

Alçado à presidência do PSL em Fortaleza por Heitor Freire, Lucas Fiuza anunciou, ontem, ter deixado o postoFoto: Helene Santos

Na esteira dessa crise no PSL, Fiuza entregou, ontem, o cargo de presidente da comissão provisória da sigla em Fortaleza. Em post nas redes sociais, ele alegou "decepcionantes fatos" e continuou: "Me envolvi na política para ajudar Bolsonaro a governar e mudar o Brasil para melhor, jamais para ser parte de um obstáculo em seu caminho".

Procurado, Heitor Freire se pronunciou por nota e disse que a saída de Lucas Fiuza do posto se deu de forma "tranquila". O dirigente estadual afirmou, ainda, que o ex-presidente do PSL de Fortaleza segue apoiando o presidente Jair Bolsonaro e o seu comando do partido no Ceará. "O novo nome está em definição e será anunciado em breve", concluiu o dirigente.

Enquanto isso, nos bastidores, parlamentares especulam que o presidente Jair Bolsonaro ainda pode retirar dos "infiéis" cargos nos estados. Heitor Freire, por exemplo, tem apadrinhados em alguns postos da gestão pública no Ceará, como a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

As retaliações, porém, não param por aí. Algumas já começaram a ser feitas dentro do PSL. Assim que assumiu o cargo de líder do partido na Câmara, ontem, Eduardo Bolsonaro destituiu todos os 12 vice-líderes da bancada do partido, inclusive Heitor Freire, em uma degola que atinge nomes ligados principalmente a Luciano Bivar.

Racha

Em meio ao envolvimento de Freire nessa confusão, os deputados estaduais Delegado Cavalcante e André Fernandes protocolaram, ontem, representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal cearense. No documento, eles acusam Freire de ter cometido "graves crimes" contra a Lei de Segurança Nacional, como espionagem por, supostamente, ter gravado o presidente.

Os deputados pedem a abertura de inquérito na Polícia Federal para apurar os fatos e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, além de busca e apreensão de equipamentos de Heitor Freire, de assessores e parentes. Mais uma vez, por nota, o dirigente disse que os correligionários responderão pela "irresponsabilidade" e que vai apresentar à PGR o histórico do parlamentar que, segundo ele, tem o "costume de fazer denúncias vazias".

Outro grupo

Da mesma forma que deputados da ala bivarista entraram na mira dentro e fora do Governo Federal, parlamentares bolsonaristas também viraram alvo de retaliações da cúpula nacional do PSL, que pode suspender deputados de atividades parlamentares.

Por trás da renúncia de Waldir ao cargo de líder do PSL na Câmara, no início da manhã de ontem, falava-se sobre a possibilidade de um acordo de "pacificação" interna no partido, em busca de um nome de consenso para a liderança, que não fosse nem Waldir, nem Eduardo, No entanto, o grupo bivarista foi surpreendido com o movimento da ala ligada a Bolsonaro para emplacar o filho do presidente. Eles negam um acordo com os apoiadores de Waldir.

Diante desse cenário de incerteza, deputados do grupo do presidente Bolsonaro acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde de ontem, por meio de mandado de segurança, para tentar evitar a suspensão de suas atividades parlamentares. Eles pedem que o STF trave a "imposição de pena a parlamentar sem observação do devido processo legal, ampla defesa e contraditório e do direito à livre manifestação no exercício da função".

Conselho de Ética

A Executiva Nacional do PSL convocou uma reunião, hoje, para instituir o Conselho de Ética do partido e para a abertura de processos para possível suspensão de 19 deputados. Esses parlamentares, todos da ala ligada ao presidente Bolsonaro, foram notificados ontem.

FIlho do presidente

O partido chegou a enviar uma notificação para o atual líder da legenda, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, mas o gabinete do parlamentar não recebeu a documentação.

Processo e defesa

Segundo o deputado Júnior Bozzella (PSL-SP), um dos principais porta-vozes do presidente da sigla, Luciano Bivar (PE), depois que os processos disciplinares forem abertos, os deputados envolvidos terão cinco dias para recorrer e fazer a defesa do mérito de seus casos. A alegação do partido é que eles atacaram o PSL e correligionários em redes sociais e discursos.DN


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