A Justiça rejeitou nesta quarta-feira (6) o pedido de relaxamento das prisões temporárias dos sócios da boate Kiss, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, o Kiko, e do produtor da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão.
Os advogados das partes fizeram a solicitação, que já havia tido manifestação contrária no Ministério Público.
Os três citados, mais o vocalista Marcelo dos Santos, são investigados pelo incêndio que causou 238 mortes em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, na madrugada de 27 de janeiro. Conforme o juiz responsável, Ulysses Fonseca Louzada, a manutenção da prisão é necessária durante a apuração dos fatos.
"Ainda há diligências a serem realizadas, tais como acareações, buscas, reconstituições dos fatos, análise de documentos e perícias ainda por serem juntadas, reinquirições dos acusados e mesmo oitivas de novas testemunhas, bem como há circunstâncias do fato que não puderam ser esclarecidas", explicou o juiz, segundo o site oficial da Justiça.
Os quatro investigados cumprem a prisão temporária de 30 dias no Presídio Estadual de Santa Maria. Kiko, que estava internado em Cruz Alta sob custódia, foi encaminhado ao local na noite de terça-feira (5).
Ele se recuperava de complicações no pulmão, por ter inalado a fumaça gerada pelo fogo que atingiu a boate.
De acordo com Louzada, os investigados estão recolhidos em celas individuais e com o máximo de segurança, sem contato entre si ou com os outros presos.
O magistrado ainda deferiu o pedido para que o sócio Mauro Hoffmann seja submetido à avaliação médica e psicológica e o da defesa de Kiko, para que ele continue recebendo atendimento psiquiátrico por parte da equipe que já vinha o acompanhando desde sua internação.G1
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