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terça-feira, 16 de novembro de 2021

ATENÇÃO NOVA RUSSAS; A PRESSÃO DE BOLSONARO PODE TIRAR O PL DA BASE GOVERNISTA NO CEARÁ

Por ipuemfoco   Postado  terça-feira, novembro 16, 2021   Sem Comentários



O presidente Jair Bolsonaro, para provocar o adiamento da sua filiação ao Partido Liberal – PL, marcada para o próximo dia (22), ou, quem sabe, aguardar mais um tempo

para desistir da filiação, foi compelido mais pelo incômodo causado pela repercussão negativa da provável entrada na agremiação do que propriamente com as divergências internas, a razão apresentada publicamente.


O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sem dúvida, é um dos controladores de partidos mais execrados na política nacional, ao lado de Roberto Jefferson do PTB. Tê-lo como seu líder, numa campanha majoritária, é estar exposto a ser com ele comparado e, mais, impossibilitado de fazer qualquer crítica ao comportamento moral e ético dos concorrentes.


Bolsonaro sempre falou que queria estar num partido para chamar de seu. Uma agremiação que ele controlasse, como Valdemar e Jefferson fazem com os seus PL e PTB. Nem as siglas menos expressivas cederam aos seus projetos. Sem as imposições na dimensão explicitadas, porém, uma significativa gama de partidos está com as portas abertas para o seu ingresso. O PL vai ceder em alguns pontos, mas mesmo assim Bolsonaro poderá encontrar argumentos outros para evitar o constrangimento de não apenas ser “Centrão”, mas de estar no pior pedaço deste.


As conversas iniciais para a filiação de Bolsonaro ao PL, que ocorreram paralelamente com as tratativas com a direção do PP, evidente que trataram da situação dos partidos nos estados, notadamente aqueles eleitoralmente mais expressivos, começando por São Paulo. 


Portanto, não é o fato de o PL paulista estar compromissado com o candidato a governador do PSDB ser o principal entrave da filiação, assim como também não foi a declaração pública de Valdemar liberando o partido em Pernambuco para escolher os seus candidatos e as coligações. O tempo resolveria isso. A fortaleza ou a fragilidade do candidato majoritário solidificam ou enfraquecem as alianças.


Bolsonaro tem João Doria (PSDB), governador de São Paulo, como o seu segundo maior adversário, admitindo que este seja o escolhido pelo partido para ser candidato a presidente da República. Mas se ele perder a disputa para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), nas prévias do partido que acontecem nos dias 21 e 28 próximos? 


Claro, a situação de Doria seria outra e, naturalmente, o PL não estará apoiando o seu candidato a governador daquele Estado. Por conta dessa situação de São Paulo, em razão das dúvidas quanto ao futuro de Doria, esse quadro criado por Bolsonaro é um simples desviar da verdadeira questão.


Só depois de acertar a filiação para o próximo dia 22 é que Bolsonaro e aliados atentaram que o PT do ex-presidente Lula e o PL de Valdemar têm lá os mesmos defeitos. Os dois são partidos de presidiários: Valdemar liderou o PL, estando preso, condenado que foi no caso do Mensalão, crime tão grande quanto o da Lava Jato, responsável pela condenação e prisão de Lula, que também liderou o PT de uma cela na Polícia FederalMensalão e Lava Jato foram ações criminosas que desviaram milhões de reais do Governo Federal. 


Assim, além dos outros defeitos que os unem, pelo menos em um ponto Bolsonaro terá que mudar o discurso: não vai mais poder chamar o PT de o partido do prisioneiro, pois o PL dele (se de fato for concretizada a filiação) também o é.


Enquanto Bolsonaro e PL não concluem os entendimentos, no Ceará o ambiente guarda uma certa expectativa. O PL, por ter a terceira maior bancada de deputados federais, é um dos partidos com um bom tempo de propaganda eleitoral, no rádio e na televisão. É importante sua aliança com o grupo governista, mas os bolsonaristas daqui vão exigir a mudança da direção estadual, hoje sob controle do prefeito do Eusébio, Acilon Gonçalves.


Como o partido tem no Ceará uma Comissão Provisória e não um Diretório, uma canetada só do presidente nacional destitui a direção estadual e nomeia outra, naturalmente aliada ao novo projeto nacional, como fez recentemente o PTB que tomou a direção do partido, há anos com o ex-prefeito de Juazeiro do Norte, José Arnon Bezerra, e o entregou ao deputado estadual Delegado Cavalcante, um representante do bolsonarismo. O PTB fazia parte da base aliada do Governo do Ceará.BLOG EDSON SILVA

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