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segunda-feira, 27 de julho de 2020

TRÁFICO DE INTERNET CRESCEU SEIS VEZES NA PANDEMIA

Por ipuemfoco   Postado  segunda-feira, julho 27, 2020   Sem Comentários


O aumento do tráfego processado pela rede Angola Cables no consumo de internet, no Brasil, foi de seis vezes mais durante a pandemia do novo coronavírus. “Isto deve-se ao fato de provavelmente os clientes estarem usando toda a sua capacidade disponível como recurso de utilização e não como capacidade de redundância de rede. Por outro lado, a otimização das redes teve de ser feita pelas máquinas, de forma a torná-la mais eficiente”, diz o CEO da Angola Cables, Antônio Nunes.

O isolamento social, acompanhado do trabalho em casa, do ensino à distância e dos serviços de streaming puxaram essa alta no consumo de internet. “O avanço da digitalização em todos as atividades é uma tendência observada por nós. Neste momento, vemos também o aumento deste, na rota do Atlântico Sul. 

Isto confirma a criação deste Hub Digital entre Angola e o Brasil pelo Hemisfério Sul. A apostar no SACS, pela Angola Cables, confirma-se uma aposta bem feita. Ninguém esperava que pudesse acontecer, em tão pouco tempo, picos de crescimento de tráfego de 50%, onde tradicionalmente eram de 10% a15% em média, e isto em poucas semanas depois do lockdown”, aponta Antônio Nunes.

Na avaliação do CEO, neste período de pandemia, foi constatada uma impressionante adaptação de empresas de todo o mundo, que passaram a se adaptar ao modelo de teletrabalho, e as que não conseguiram se adaptar estão sofrendo, com risco de fechar. “O pós-pandemia deverá ser por isso, algo diferente do que tínhamos no passado e, por isso, as empresas e pessoas têm de se ajustar a esse novo ser, de forma a poderem manter-se operacionais e ativas”, afirma.

Diferente de outros setores econômicos, o de telecom teve impacto menos negativo. Em um curto espaço, as empresas de telecom tiveram de se ajustar rapidamente para garantir o contínuo funcionamento e segurança das redes, e mesmo com aumento do consumo do mercado e das receitas, também houve aumento nas despesas.

“Tivemos de acomodar a própria rede para poder aumentar o tráfego nessa grande escala. Oferecemos aos nossos clientes soluções ajustadas às suas necessidades, de forma a poder flexibilizar a indecisão do que seria o futuro. Criamos produtos específicos de IP e Remote Peering para funcionarem em ambiente de remote work. 

Na Angola, de forma a podermos auxiliar a situação de calamidade, tivemos que oferecer ao mercado o dobro da capacidade entregue a cada cliente, pelo mesmo valor inicial. Tudo isto, faz com que a situação não possa ser considerada grandiosa, mas relativamente ao desenvolvimento dos negócios do Angonap Fortaleza, podemos considerar bastante positivos”, diz o CEO.

Fortaleza
O data center da Angola Cables no Ceará, o Angonap Fortaleza, completou um ano em funcionamento na Capital. Para o CEO da empresa, a avaliação é positiva, já que houve crescimento importante na conquista de clientes e aumento exposenal nos serviços de internet nos últimos meses. “Para se ter uma ideia, o aumento do tráfego processado pela rede Angola Cables aumentou desde dezembro de 2019, cerca de seis vezes, contra três vezes o crescimento médio global registrado e 1,5 vezes particularmente na África”, destaca.

Neste período, a empresa alcançou diversas certificações de qualidade, tornando o Angonap em uma infraestrutura certificada com o Tier III do Uptime Institute (Norte Americano), o que faz do Angonap Fortaleza o único datacenter com este grau de certificação em Fortaleza e, possivelmente, em todo o Nordeste.

Ainda de acordo com Antônio Nunes, o crescimento foi sentido também na região Sul, sendo a ligação ao Angonap um dos importantes fatores. A meta, agora, é abrir novos Pontos de Presença (POPs) de conectividade, sendo o Rio de Janeiro o mais recente.

Investimentos
Com instalações em Fortaleza, a companhia investe para que os clientes globais vejam os serviços oferecidos na Capital cearense como atrativos. “Os serviços que produzimos hoje através do Angonap Fortaleza de cloud e colocation, já são comprados por africanos e outros. Nas nossas iniciativas de crescimento, temos desenvolvido modelos de negócios e de comercialização customizados para diferentes perfis de clientes. Estamos nos preparando, para atender novos segmentos de TIC nacionais, locais e internacionais e naturalmente estamos atentos para responder a demanda das empresas do Governo do Ceará”, diz Antônio Nunes. Quanto a novos cabos submarinos, está sendo avaliada a possibilidade de aumentar.OESTADO

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