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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

ELEIÇÃO PARA VEREADOR; NOVAS REGRAS FAZEM PARTIDOS MUDAREM SEUS PLANOS

Por ipuemfoco   Postado  segunda-feira, novembro 18, 2019   Sem Comentários


Quem ocupar a Prefeitura de Fortaleza em 2021, passadas as eleições municipais, precisará de uma base de
sustentação no Legislativo municipal para tocar a gestão da Capital. 

Os 43 assentos, além deste fator mais prático, representam poder para os partidos, algo que interessa a todos: maior o número de vereadores, maior a influência no rumo dos debates e votações. 

Há ainda um adicional que já promove um rearranjo na lógica dos partidos: o ano seguinte apresentará novidades nas regras eleitorais, a principal delas o fim das coligações proporcionais. Isto significa que partidos menores que se coligavam com agremiações maiores e, assim, elegiam representantes, agora terão de lutar com as próprias forças.

Assim, o ritmo do planejamento em direção à Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) é acelerado e tratado com atenção pelas legendas. As táticas, diversas, guardam em comum o fato de já estarem sendo pensadas e experimentadas na prática. 

Outro ponto em comum é a intenção de todas as legendas consultadas de externarem desejo de ir com força máxima à eleição proporcional, ou seja, com 64 candidaturas.

Presidente do Pros estadual e pré-candidato ao Executivo de Fortaleza, Capitão Wagner (Pros) aposta na diversidade de discursos entre os candidatos. Se o nome dele é ligado à segurança pública, ele quer comportar entre os candidatos ao Legislativo perfis associados à educação, profissionais da saúde e assistência social. Contudo, apesar da variedade que espera, Wagner aguarda unidade quando o assunto for combate à corrupção.

Ao O POVO, o parlamentar estimou já serem aproximadamente 160 candidatos a candidatos só pelo Pros. Os que não concorrerem a assentos pelo partido, Wagner explicou, serão encaminhados para os partidos que o apoiam. 

Hoje, afora o Pros, Podemos, Avante e PSC estão no guarda-chuva do parlamentar, que quer chegar a oito ou nove partidos apoiadores. A bancada do partido dele, hoje, é de três vereadores, se nesta conta entrar Sargento Reginauro, em processo de filiação. Wagner quer chegar com sete ou oito parlamentares em 2021.

Pelo lado governista, o PDT do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, contará com a força da máquina para se mover na corrida eleitoral. Dono da maior bancada da Câmara Municipal, o partido tem meta de bater 12 a 15 vereadores, numa evolução em relação aos atuais dez trabalhistas na Casa. Quem cita o objetivo é André Figueiredo, deputado federal e presidente estadual do partido.

Além das reeleições, a sigla pretende lançar mão de nomes que integram a gestão do prefeito. Caso de Lúcio Bruno, responsável pela Articulação Política da gestão de RC. Indagado, Figueiredo também faz menção a Júlio Brizzi, titular da pasta da Juventude, comumente visto em ambientes onde esta faixa etária frequenta. Os dois, inclusive, assustam a extensa bancada pedetista, com teme perder espaços conquistados na Capital.

A respeito da questão feminina no pleito, com o mínimo obrigatório de 30% das candidaturas, Figueiredo ressalta que o grupo Ação da Mulher Trabalhista, vinculado ao partido, será decisivo para o lançamento das postulantes. 

"Temos descentralizado, para que venhamos a buscar grande número de candidatas, juntando professoras, profissionais de saúde", exemplifica.

Wagner também destaca organização feminina no partido. Pelo relato do deputado, este percentual ainda é desafiante. Do total de 160 pré-candidatos mencionados pelo policial, ele diz que 30 são mulheres, mesmo com este esforço tendo sido iniciado há cerca de sete meses. "A gente quer convidadas competitivas e vamos ter condição de eleger mulheres", diz.

O Partido dos Trabalhadores (PT) deverá se apoiar no legado da ex-prefeita Luizianne Lins para defender uma concepção de cidade. Também para apontar falhas na condução de Roberto Cláudio, diz Deodato Ramalho, presidente da executiva municipal. 

Durante campanha, candidatos à Câmara se assentarão no que poderia ter sido gasto e não foi, em recursos que poderiam ter sido melhor empregados durante a gestão pedetista, por exemplo. Será um exercício de análise da execução orçamentária em comparação como. "É fundamental que o legislador tenha essa competência de fiscalizador", afirma o advogado.

Possíveis candidatos já cursaram três módulos de um curso relativo ao papel do vereador, ministrados por Vladimir Pomar, que fala sobre marketing político, fiscalização do Executivo e políticas públicas. 

Pomar também coordenou campanha do ex-presidente Lula - outro trunfo de todos os candidatos petistas - em 1989. Além da candidatura ao Executivo, com Luizianne em vias de ser anunciada, outra frente é o lançamento de candidatos conhecidos. Além dos três atuais vereadores, o ex-deputado Eudes Xavier deve se lançar ao parlamento. "Eu não vou (sair candidato)", brinca Ramalho, que é ex-vereador.

Intérprete do discurso de renovação na política até no próprio nome, o Novo é o único a submeter a testes os interessados na vida pública. Quem quiser disputar pela chapa de Geraldo Luciano, empresário pré-candidato a prefeito, arca com R$ 350 reais não reembolsáveis. Passa por provas que testarão, por exemplo, a afinidade do pré-candidato com os ideias do partido (liberais) e o posicionamento acerca de temas que envolvem o vereador.

Com este filtro, o presidente estadual da sigla de Amoêdo, Célio Fernando, afirma que a legenda se obterá destaque em qualidade, sem se desviar da ideia de lançar o máximo possível de candidatos. Depois de escolhidos, Fernando destaca que os postulantes ainda serão preparados em reuniões.

Pragmático no avançar pelo Interior, conquistando lideranças de outros partidos, o PSD terá duas baixas na Câmara: perderá Benigno Júnior e Márcio Cruz. O primeiro tem entendimento com o PDT. O segundo, com o PP, conforme apurou O POVO. 

O presidente municipal do partido de Domingos Filho, Ely Aguiar, comenta que o partido organizou última reunião no Hotel Umuarama, em frente a Rodoviária João Thomé, para introduzir os pretensos candidatos às diretrizes partidárias.

Aguiar adianta que, dentro da chapa ao Legislativo "só marinheiro de primeira viagem." Nas palavras dele, é modo de atrair número satisfatório de filiações e candidatos. "Quando você tem um partido que não tem vereadores, ele fica muito fica mais viável para aqueles que estão tentando: todos que não foram vereadores estarão concorrendo em condições iguais."

Não vai ter espaço para todo mundo na Casa. Se todos os partidos ouvidos para esta e outras matérias do O POVO atingirem o máximo que pretendem, o número de assentos na Câmara teria de ser 63. 

O número é fruto da seguinte soma, que não é definitiva, já que não compreende todas as metas existentes: PDT 15, Novo 15, PSL, 10 Pros, 8 PT, 7 PSD, 5, PSDB, 3.

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