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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

CAMOCIM; GOLPE DO WHATSAPP

Por Rogerio Palhano   Postado  sexta-feira, dezembro 07, 2018   Sem Comentários


O ex-tesoureiro da prefeitura de Camocim, Felipe Araújo Veras, não compareceu ao depoimento na Promotoria de Justiça local, marcado para ontem. 

Foi ele o servidor que transferiu R$ 552 mil de verbas do tesouro municipal para golpistas que teriam clonado o celular da prefeita da cidade, Mônica Aguiar (PDT). Na próxima semana, a gestora será convocada para também dar explicações ao Ministério Público (MP) sobre o caso.

Veras não foi localizado para a intimação. O ex-programador financeiro não é visto em Camocim desde a manhã de quarta-feira, segundo as informações obtidas pela promotoria. 

Ele iria esclarecer por que fez as cinco transferências bancárias acatando apenas orientações recebidas via WhatsApp - o que quebra regras de liberação de verbas públicas.

As mensagens pedindo as movimentações abasteceram três contas dos bancos Inter, Banco do Brasil e Caixa Econômica sediadas em São Luís, no Maranhão, confirme O POVO mostrou em reportagem nas últimas terça e quarta-feira. 

O golpe aconteceu na tarde da sexta-feira da semana passada, dia 30. Só teria sido percebido momentos depois das transações. No dia seguinte, foi narrado num Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), em Fortaleza.

O promotor de Justiça de Camocim, Evânio Mota Filho, remarcou o depoimento do ex-tesoureiro para a próxima semana. Ele também reagendou a oitiva da chefe de gabinete da prefeita, Betinha Magalhães, que também seria ontem. Considerou que o depoimento de Veras é prioridade para entendimento dos fatos. 

O MP quer ter acesso a documentos que comprovem se as contas no Maranhão tiveram os repasses bloqueados. Apenas na tarde de domingo, a procuradoria de Camocim obteve liminar ordenando o bloqueio das transferências. A documentação era esperada para os depoimentos de ontem, mas não foram apresentados. 

Ontem, o vereador Francisco Vaguinho Monteiro apresentou na Câmara Municipal a denúncia de infração político-administrativa e formalizou o pedido de cassação do mandato da prefeita Mônica Aguiar. 

Hoje pela manhã, o promotor Evânio Mota Filho terá reunião na sede da Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), em Fortaleza, para discutir o caso.

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