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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

CEARÁ;FORÇA-TAREFA ENCONTRA TRÊS NOVOS FOCOS DE PESTE SUÍNA

Por Rogerio Palhano   Postado  quarta-feira, outubro 17, 2018   Sem Comentários


Os outros três focos foram encontrados em Groaíras, Santa Quitéria e um novo caso também em Forquilha.Os focos foram encontrados em pequenas propriedades cujos produtores criam porcos para sua subsistência ou para pequenas vendas.

O Ceará registrou quatro focos de peste suína clássica (PSC) desde agosto, quando o primeiro caso foi encontrado no distrito de Mulungu, em Forquilha, 215 km de Fortaleza. As autoridades sanitárias montaram uma força-tarefa para conter a propagação da doença. Os outros três focos foram encontrados em Groaíras, Santa Quitéria e um novo caso também em Forquilha. 

A peste suína clássica não atinge humanos, mas causa prejuízos para os produtores, pois os porcos precisam ser sacrificados para que o vírus, que é contagioso e causa alta mortalidade entre os suínos, não chegue a animais sadios.

A força-tarefa com 20 técnicos faz inspeções nas propriedades e em feiras livres que ficam em um raio de 3 quilômetros a partir dos focos. De acordo com o diretor de Sanidade Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), Amorim Sobreira, a principal preocupação é impedir o trânsito de animais para que o vírus não se propague.

Os quatro focos foram encontrados em pequenas propriedades cujos produtores criam porcos para sua subsistência ou para pequenas vendas, mas não implementam medidas de biosseguridade, como a inspeção frequente de um veterinário, a alimentação adequada dos animais e a comercialização com guia de trânsito animal, que permite o rastreio de porcos doentes, por exemplo. 

Segundo o diretor, nenhuma propriedade tinha cadastro na Adagri como produtora de suínos: “Os pequenos produtores comercializam suínos de maneira que o estado não fica sabendo. O foco deles são as feiras, onde a venda acontece sem o exame prévio por um veterinário. Às vezes o animal está doente, vai para uma propriedade limpa e o vírus se propaga. É uma dificuldade cultural. É muito fácil criar um porquinho no quintal.”

A dificuldade de controlar a origem e o trânsito de suínos contribui para que o Ceará não faça parte da zona livre de peste suína clássica. Essa zona, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), é formada pelo Distrito Federal e pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Tocantis, Rondônia e Acre.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) garante que não há risco de o vírus da peste suína clássica se propagar para a zona livre pelo fato de o Ceará não ser um grande produtor de carne suína nem manter fluxo comercial com os estados do Sudeste, Centro-Oeste e Sul ou realizar exportação desse produto. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecúária e Abastecimento (Mapa), a zona livre concentra mais de 95% de toda a suinocultura brasileira.AGÊNCIABRASIL

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