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terça-feira, 11 de setembro de 2018

DEMORA DO PT EM SUBSTITUIR LULA POR HADDAD FAVORECE CIRRO GOMES NA DISPUTA

Por Rogerio Palhano   Postado  terça-feira, setembro 11, 2018   Sem Comentários

A menos de um mês das eleições, a demora do PT em definir o substituto de Luiz Inácio Lula da Silva na chapa à Presidência favorece o também candidato Ciro Gomes (PDT).

Sem Fernando Haddad, o provável cabeça da coligação, o ex-ministro cearense nada de braçada na centro-esquerda e entre indecisos, uma faixa larguíssima cujo potencial todos os postulantes estão dispostos a explorar, mas nenhum até agora conseguiu de fato.

Com ajuda do PT, Ciro parece ter encontrado o caminho das pedras. Ele tem feito um trabalho cirúrgico na montagem de sua estratégia política depois do indeferimento de Lula, de modo a aproveitar as brechas nos discursos e a maximizar os ganhos durante exposições públicas, como os debates de que tem participado.

O ex-governador do Ceará acena aos eleitores petistas e lulistasao defender a liberdade do ex-presidente, inclusive endurecendo ataques ao que considera excessos da Lava Jato, como fez na sabatina do Estadão/Faap na semana passada.

E preenche igualmente o espaço em disputa no centro contra Marina Silva, da Rede, com quem está empatado, conforme dados do Ibope mais recente.

O último encontro entre os presidenciáveis é sintomático do momento de Ciro. Nele, o candidato posicionou-se bem à esquerda, escorregando, quando convinha, ao centro.

Tudo isso sem confrontar Marina, adversária direta, e demarcando uma fronteira intransponível com Geraldo Alckmin (PSDB).

Nesse bate-bola inofensivo com a ex-ministra, pontuado por amabilidades e questões cujas respostas não expunham nem a ele, tampouco à candidata, o pedetista mantém um olho no primeiro turno e outro no segundo.

Previsto para logo mais, a partir das 20 horas, o resultado do Datafolha pode confirmar o que no Ibope parecia uma tendência: Ciro está em curva ascendente, avançando num eleitorado ainda indeciso e galgando pontos importantes dentro daquele segmento cujo candidato (Lula) está impedido de concorrer.

Nesse cenário, a insistência do PT em adiar a troca de guarda na chapa ao Planalto tem jogado contra o próprio partido.

Enquanto a legenda despende energia traçando estratégias jurídicas para garantir a sobrevida política de Lula e alimentar a falsa expectativa de que o ex-presidente pode ainda participar das eleições, Ciro vai ocupando espaços valiosos.

Para Haddad, o risco real é de que, ao entrar na parada, não haja tempo para consumar a alquimia que pretende transformar o ex-prefeito em Lula, fazendo migrar uma parte dos votos sem a qual o partido não chegará ao segundo turno.

O prazo-limite permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)para mudança de candidato se esgota amanhã, terça-feira, dia 11.

Dentro do PT, porém, há setores que defendem levar a briga pela candidatura de Lula adiante, agora recorrendo ao Supremo, posição reforçada depois que a ONU reiterou parecer pela garantia da participação de Lula no pleito.

Num caso como no outro, a nova rodada do Datafolha será determinante. A depender do quadro que a nova pesquisa apresente, o panorama da disputa vai se redesenhar mais uma vez.OPOVO

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