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sábado, 15 de setembro de 2018

750 MIL CEARENSES ESTÃO SEM ACESSO A SERVIÇOS BANCÁRIOS APÓS EXPLOSÕES DE AGÊNCIAS EM ASSALTOS

Por Rogerio Palhano   Postado  sábado, setembro 15, 2018   Sem Comentários


38 municípios cearenses estão com dificuldades no atendimento bancário. Só em 2018, foram 30 ataques a bancos no Ceará.
Após o ataque à agência do Banco do Brasil, em Farias Brito, no Cariri, na quinta-feira (13), os moradores sentem na pele o drama de não terem mais agência bancária. Com isso, eles precisam se deslocar a outras cidades para realizar transações bancárias. Somente em 2018, 30 instituições financeiras foram atacadas no Ceará, informa a Jangadeiro FM.

O prédio que ficou totalmente destruído com o impacto das explosões era a única agência do Banco do Brasil em Farias Brito. De acordo com a polícia, cerca de 15 homens fortemente armados com fuzis e escopetas sitiaram a cidade, na madrugada desta quinta-feira, para roubar o dinheiro e destruir o banco. A quadrilha fugiu e até o momento não foi presa, segundo a secretaria da segurança do Ceará.

Dor de cabeça para os clientes da agência, que agora têm que viajar para outras cidades, como Várzea Alegre e Crato, a mais de 450 km de distância, gastando dinheiro que, muitas vezes, não têm no bolso.

“Não tô podendo sacar, depositar, fazer nada. A cidade morreu, a gente vai pra Várzea Alegre. De certa forma, a população fica prejudicada, né? Porque a gente fica sem ter como fazer a movimentação bancária. Praticamente a cidade tá sem movimentação financeira”, disse uma moradora.

38 municípios cearenses estão com dificuldades no atendimento bancário, prejudicando cerca 750 mil cearenses, segundo o Sindicato dos Bancários. Conforme o presidente da instituição, Bosco Mota, para evitar novos ataques alguns bancos funcionam sem dinheiro nos cofres.

“A gente fica com as mãos amarradas. Em Madalena e Assaré estão sendo reconstruídas e vão funcionar sem dinheiro. Tá funcionando só com o dinheiro que os comerciantes depositam. Eles botam na máquina e vão pagando as pessoas. Algumas cidades, se botar o dinheiro, no outro dia é explodido de novo”, contou Bosco Mota.

Em média, 200 bancários estão sem lugar fixo para trabalhar, segundo o sindicato dos bancários do Ceará. Das agências atacadas este ano, 11 são do Banco do Brasil e 15 do Bradesco.
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