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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

POLÍTICA DE ÚNICO GRUPO;''COOPTAÇÃO DE PARTIDOS NO CEARÁ ACABOU COM COMPETIÇÃO E COM DEMOCRACIA,CRITICA TASSO

Por Rogerio Palhano   Postado  quarta-feira, agosto 01, 2018   Sem Comentários


''Nós estamos diante de enfrentar talvez o grupo mais poderoso que já se fez aqui no Estado do Ceará”, disse
Tasso, ressaltando a aliança de 24 partidos em torno da reeleição de Camilo Santana.

A articulação das máquinas públicas do Governo Estadual e do Governo Federal, com a “cooptação” de partidos políticos, levaram “para um lado só praticamente todos os políticos, de maneira que não houvesse competição, que não houvesse democracia”. O discurso é do senador Tasso Jereissati (PSDB) durante a convenção do PSDB do Ceará neste domingo (29).

O líder da oposição no Estado disse que o a política estadual vive “momento inédito” e “eleição diferente de todas as outras”. “Essa eleição não tem uma divisão natural, vários partidos de um lado e vários de outro”, pontuou. 

A razão, segundo ele, estaria na junção das máquinas públicas do Governo do Ceará com Governo Federal para cooptar partidos, “dando cargos, dando verbas que não são prioritárias”.

“Nem nos velhos momentos em que falavam dos coronéis aconteceu isso: negociação, acordos de que não era pra ter um outro lado, era pra ter um lado só. Usou-se o poder de uma maneira desbragada (sem limites)”, disse Tasso.

A fala do senador é reflexo da crise na oposição da política no Ceará. Em 2014, quando PSDB se uniu ao então PMDB e a outros partidos em prol da candidatura de Eunício Oliveira pelo Senado, a oposição parecia ganhar novo fôlego. No entanto, dois anos depois, o próprio Eunício voltou a se aliar ao ex-adversário Camilo Santana (PT).

A chapa majoritária em torno do candidato General Theóphilo em 2018 é formada por pessoas que nunca ocuparam cargos públicos, como o próprio Theóphilo e os candidatos ao Senado, Mayra Pinheiro (PSDB) e Eduardo Girão (Pros). A vaga de vice ainda segue indefinida.

“Tiveram alguns que resolveram resistir a essa tentativa, mesmo sabendo que nós estamos diante de enfrentar talvez o grupo mais poderoso que já se fez aqui no Estado do Ceará”, disse Tasso, ressaltando a aliança de 24 partidos em torno da reeleição de Camilo Santana.

O ex-governador Lúcio Alcântara (PSDB) deu coro ao discurso do senador. Para ele, o grupo político atualmente no poder “esmaga ou procura esmagar toda voz que se levanta contra eles, independentemente da natureza da opinião, isso não é democrático”, criticou.

Tasso, que cumpre mandato no Senado até 2022, disse também que deve deixar a política ao fim do período e que espera “passar o bastão” para “gente com uma nova mentalidade”.
Por Tribuna do Ceará

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