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domingo, 8 de julho de 2018

CAMOCIM; O DECRETO DA SEMIESCRAVIDÃO

Por Rogerio Palhano   Postado  domingo, julho 08, 2018   Sem Comentários


O DEPUTADO SÉRGIO AGUIAR TEM SEMPRE DITO SER UM DEFENSOR ÁRDUO DO SERVIDOR PÚBLICO EM IPU,MAS PARECE QUE EM CAMOCIM A CONVERSA É OUTRA.

Servidor, você sabe como agir diante de limitações físicas ou mentais que afetam a sua capacidade laboral?

Trata-se da readaptação, definida no Estatuto do Servidor Municipal (Lei Municipal nº 537, de 02/08/1993) como “a passagem do servidor de uma carreira para outra carreira diferente, de referência de igual valor salarial, mais compatível com sua capacidade funcional, podendo ser de oficio ou a pedido”. 

A gestão atual tentou balizar a questão das readaptações pondo uma limitação de tempo, obrigando que os servidores que tenham atestados médicos que confiram readaptação por prazo superior a 180 dias sejam encaminhados para o INSS. É isso que dispõe o art. 6º do Decreto nº 0423001/14, de 23/04/2014. 

Trocando em miúdos: 

- o servidor que passou anos se dedicando ao serviço público no Município de Camocim e infelizmente se deparou com alguma limitação de saúde, poderá pedir readaptação, mas o Município só vai lhe conceder 06 (seis) meses de readaptação, como se todo tipo de enfermidade pudesse ser sanado nesse período de tempo; 

- e se o servidor precisar de mais tempo? O Município mandará o servidor procurar o INSS, onde será pleiteado um auxílio-doença (benefício por incapacidade). E aqui reside uma contradição, porque o servidor que busca readaptação está com alguma limitação, mas não incapacitado para o trabalho. Em diversos casos, o servidor quer continuar trabalhando, mas numa função mais adequada a sua capacidade de trabalho. E existem diversas funções que o servidor, mesmo com limitações, pode desempenhar nas instituições municipais; 

- o INSS, inicialmente, não faz readaptação. Chegar com um atestado de readaptação no INSS é estar diante de um possível indeferimento, o que terá consequências que afetarão também a renda do servidor; 

- o que convém que seja analisado no INSS é o pedido de benefício por incapacidade. Se concedido o benefício, o trabalhador passará a receber pela Previdência Social, sem ser aproveitado pelo meio social e quase sempre perdendo dinheiro. Com o tempo, a própria Previdência Social é que poderá encaminhar o servidor para a reabilitação (o que poderá demorar longos e sofridos anos) ou até mesmo para uma aposentadoria; 

- e se o INSS indeferir o pedido do servidor? Lamentavelmente, o servidor terá que trabalhar doente, numa mesma função para a qual não tem as devidas condições. Desprezam-se, assim, atestados e laudos de profissionais da saúde que tem credenciais para declarar a real situação do servidor. 

Ora, se há alguma suspeita por parte da municipalidade a respeito das reais intenções do servidor, que se estruture um sistema de perícia médica eficaz, que se desenvolvam políticas públicas de prevenção ao adoecimento no trabalho e que se deixe de tratar como geral o que é particular a cada situação verificada.

Limitação de saúde, seja ela física ou mental, é caso sério, e não mero capricho ou acomodação do servidor. Portanto, amigo servidor, amiga servidora da educação, se você está sendo prejudicado em meio a tal situação, procure o Sindicato APEOC. 

Não é justo que você ponha ainda mais em risco a sua integridade física. Iremos com você acionar as instâncias devidas, a fim de garantir atenção, cuidado e respeito a sua situação, que repetimos ser de limitação, e não de incapacidade. Sindicato APEOC - Camocim

RP; O BLOG COLOCA O ESPAÇO ABERTO PARA O PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO SÉRGIO AGUIAR OU QUALQUER AUTORIDADE DA GESTÃO MUNICIPAL DE CAMOCIM.

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