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domingo, 8 de julho de 2018

2018; PROCURA-SE UM FAVORITO

Por Rogerio Palhano   Postado  domingo, julho 08, 2018   Sem Comentários


Faltam três meses para o primeiro turno da eleição presidencial e, não muito diferente da Copa do Mundo, nenhum favorito claro despontou. 

No caso do futebol, o Brasil despontava como principal candidato e já caiu fora. Dos que ficaram, a França parece a principal candidata, mas é bom abrir o olho. No caso da política, as pesquisas apontam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como líder, mas a condição jurídica de preso condenado inviabiliza a candidatura. Sem ele, ninguém chega a 20% das intenções de voto - e, na moderna história eleitoral brasileira, isso não tem precedentes a tão pouco tempo da eleição.

Jair Bolsonaro (PSL) tem vantagem numérica sobre os demais, mas a falta de estrutura, o partido nanico e o discurso extremista e agressivo lança muitas dúvidas sobre a viabilidade de construir maioria.

Os dois candidatos que vêm a seguir têm viabilidade eleitoral, nas pesquisas, condicionada à ausência de Lula na disputa. Marina Silva (Rede) segue Bolsonaro de perto, mas sofre também com pequeno partido, ausência de estrutura e com falta de visibilidade tanto dos apoiadores quanto da própria candidata. Não é alguém cuja movimentação sugere que ela esteja se encaminhando para a Presidência.

Ciro Gomes (PDT) tem feito negociações promissoras. Tem mais infraestrutura que os candidatos que estão acima. Mas ainda não deslanchou e existe a eterna dúvida sobre se ele não acabará estragando tudo.

Ciro e Marina têm uma desvantagem em relação a Bolsonaro: o pré-candidato do PSL tem apoiadores convictos e consolidados. As intenções de Ciro e Marina, em grande parte, migram para eles na simulação sem Lula. Ou seja, nenhum dos dois é a primeira opção de grande parcela de eleitores. Assim como vêm, esses votos podem ir.

Geraldo Alckmin (PSDB) tem mais recursos, mais estrutura, mais apoiadores, governadores, prefeitos, deputados. Tudo indica que ele seria favorito, salvo uma coisa: intenções de voto. Ele simplesmente não cresce e o tempo fica cada vez menor. 

Dos quatro citados, é quem mais representa a política tradicional, o establishment. O desgaste desse setor talvez seja uma âncora pesada demais para o candidato.

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