O prefeito de Santa Quitéria, Joel Barroso (PSB), respondeu
nesta segunda-feira, 3, às críticas do ex-ministro e candidato a governador Ciro Gomes (PSDB).Em ato de lançamento da candidatura realizado no último sábado, 1º, o tucano comentou sobre a presença do gestor municipal na convenção do governador Elmano de Freitas (PT) e mencionou o pai de Joel, o ex-prefeito José Braga Barroso, conhecido como Braguinha (PSB), cassado em ação que apontava envolvimento com facções criminosas durante as eleições de 2024.
Durante o evento, Ciro comentou sobre a presença de Joel na convenção petista, realizada na última sexta-feira, 31, com a presença do presidente Lula (PT). Questionado sobre o assunto na coletiva de imprensa, Ciro criticou Joel e Braguinha, apontando também o fato do ex-prefeito ainda integrar o PSB, partido aliado a Elmano no Ceará.
“É verdade ou é mentira que o Braguinha foi eleito prefeito de Santa Quitéria pelo PSB, que no Estado do Ceará é presidido pelo Eudoro Santana, pai do Camilo Santana? Isso é verdade ou mentira? Isso é grave, não é pouco grave, não. A Polícia Federal fez o serviço dela, o Ministério Público fez o serviço dele, a Justiça fez o serviço, cassaram, anularam as eleições, convocaram eleições suplementares”, disse.
Em seguida, o tucano chegou a falar sobre Carlos Alberto Queiroz Pereira, conhecido como Bebeto de Choró (PSB). Eleito em 2024, o ex-prefeito segue foragido desde dezembro do mesmo ano, quando a Polícia Federal cumpriu mandado de prisão preventiva, na Operação Vis Occulta. Caso eleito, Ciro afirmou que “vai para cima”.
“O Bebeto [do Choró] é do PSB até hoje, não foi sequer suspenso. Por que? 'Rabo preso'. Bebeto do Choró estava na campanha do Evandro aqui em Fortaleza [...] Eu vou para cima. Não vai ficar um desses grandões sem responder”, destacou.
Pelas redes sociais, o prefeito Joel Barroso respondeu Ciro e considerou as declarações do tucano como “injustiças”. O gestor municipal ainda afirmou que o candidato ao Governo do Ceará “prefere ofender para ganhar visibilidade”. “Em sua convenção, mencionou que fui cassado, o que nunca aconteceu. Já em sua coletiva de imprensa, colocou em xeque a legitimidade das eleições municipais nas quais fui eleito. Não se trata de confusão ou falta de informação. Ele prefere mesmo ofender para ganhar visibilidade às custas da honra alheia. Pura falta de caráter. Tivemos a eleição mais segura da história do Ceará, segundo o próprio TRE”, escreveu.Ainda na publicação, Joel se referiu a Ciro como “candidato” e disse que o tucano é “livre para fazer oposição”, porém “com responsabilidade”.
“Candidato, os cearenses, quando estão diante de uma injustiça, costumam dar a resposta nas urnas! O senhor é livre para fazer oposição, mas faça com responsabilidade. O meu pai ainda será julgado, e eu acredito em sua inocência. Por fim, não voltarei a tratar disso, a não ser na Justiça, onde o senhor vai ter que provar tudo o que disse. O mal se destrói por si só”, finalizou.
Pai de Joel foi cassado Braguinha e o vice-prefeito Francisco Gardel Mesquita Ribeiro (PSB) foram afastados e cassados por envolvimento com facções criminosas durante as eleições de 2024. Braguinha foi preso pela Polícia Federal em 1º de janeiro de 2025, pouco antes de tomar posse no mandato para o qual havia sido reeleito.A defesa pediu a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, em razão das condições de saúde: perna amputada com uso de prótese e doença cardíaca com elevado risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Em março do ano passado, o ex-prefeito foi liberado da prisão domiciliar devido ao seu estado de saúde. Porém, em agosto, retornou à prisão por descumprimento de medida cautelar. Na época, denúncia indicou que Braguinha estaria participando de atos públicos em Santa Quitéria, como vaquejada, aniversários, e entregas de trator e asfalto.
Joel Barroso e o vice-prefeito, Das Chagas (PSB), foram eleitos em outubro em eleição suplementar. No mês seguinte, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) revogou a prisão domiciliar de Braguinha. A decisão também incluiu o restabelecimento e acréscimo de medidas cautelares, como a proibição da participação em eventos de caráter público ou político no município.
Com a efetivação das eleições na cidade, o desembargador eleitoral avaliou que “não existe mais necessidade da prisão domiciliar”. O POVO
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