A política exige coerência, compromisso com a verdade e respeito à inteligência da população.
Por isso, causa estranheza ver determinadas alianças sendo construídas sem qualquer explicação convincente para o povo.
Segundo o suplente de vereador Elias Guilherme, o radialista Hélio Lopes, em diversas ocasiões, fez duras críticas ao então prefeito Sérgio Rufino, chegando a chamá-lo de “Líder de uma gangue”.
Eram acusações graves, que foram amplamente divulgadas e acompanhadas pela população. Na época, o discurso era de enfrentamento, oposição e condenação da forma como a administração era conduzida.
Hoje, no entanto, a realidade parece ser outra. Aqueles que antes estavam em lados opostos e trocavam críticas contundentes aparecem unidos politicamente, caminhando lado a lado e defendendo interesses em comum. Diante dessa mudança tão radical, é natural que a população faça questionamentos.
O que mudou? As acusações feitas no passado não eram verdadeiras? Ou foram esquecidas em nome de conveniências políticas? Se as críticas eram justas, como explicar essa aproximação? Se não eram, por que foram feitas com tanta veemência? São perguntas que merecem respostas claras e objetivas.
A sociedade tem o direito de cobrar coerência daqueles que ocupam espaço na vida pública. A confiança do povo não pode ser tratada como algo descartável, que muda de acordo com os interesses do momento. A população acompanha, observa, compara discursos e atitudes, e sabe identificar quando existe uma distância entre o que foi dito ontem e o que é praticado hoje.
Mais do que uma simples aliança política, essa união levanta dúvidas sobre princípios, convicções e credibilidade. Cabe aos envolvidos explicar ao povo os motivos dessa aproximação e justificar por que adversários de ontem se tornaram aliados de hoje.
No fim das contas, a pergunta continua no ar: o povo compreenderá essa união ou enxergará nela mais um capítulo da incoerência política que tanto decepciona os cidadãos? IPU EM FOCO
Assista ao vídeo do suplente de vereador Elias Guilherme e tire suas próprias conclusões:


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