José Guimarães (PT), ministro das Relações Institucionais, declarou ter mudado de planos sobre a pré-candidatura a
senador após receber o convite feito pelo presidente Lula (PT) para servir ao País. Porém, disse considerar ter sofrido injustiças ao mais uma vez renunciar à postulação, pois já havia o compromisso, segundo ele."Eu não tinha o direito de dizer não ao presidente Lula. Pela minha história, pela minha relação com o PT, com o Lula e o meu país, eu mais uma vez renuncio a projeto pessoal em nome de um projeto coletivo. Um gesto que considero grandioso meu e estou feliz em desempenhar essa função", disse o petista em entrevista ao O POVO que será publicada na integra neste sábado, 13.
"É claro que nesse processo no Ceará muitas injustiças foram cometidas. Havia um compromisso para eu ser uma das vagas. Tinha restrições de aliados porque o discurso era de que o PT não podia ter todos os espaços. Tinha o PT quase na totalidade querendo que eu fosse o candidato", comentou.
Antes, intransigente sobre não concorrer a senador, Guimarães aceitou ser ministro, se licenciando do mandato de deputado federal e ficando inviabilizado a disputar eleição em 2026 pelo regime eleitoral, portanto, não será candidato neste ano. Ele considera até ter sido uma "livramento".
"Eu não costumo fazer política com ódio nem com rancor, já renunciei em outras oportunidades, mas acho que é destino. Quem sabe se não foi um livramento meu. Estou dando uma pequena pausa na vida parlamentar para servir ao meu país", disse.


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