O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta quinta-feira
(16) que foi impedido de seguir com sua pré-candidatura ao Senado pelo Ceará em 2026.Em conversa com jornalistas, o ex-líder do governo explicou que o recuo ocorreu para preservar a unidade da base aliada. "Eu não podia fazer isso [manter candidatura ao Senado] à revelia do Camilo (Santana), do governador (Elmano de Freitas) e das outras lideranças", explica.
A decisão, que teve o aval do presidente Lula, visa abrir espaço na chapa governista para outros partidos da coalizão que apoia a reeleição de Elmano de Freitas. Ao assumir o ministério da articulação política, Guimarães fica legalmente impedido de disputar as eleições de outubro.
O ministro expressou frustração pessoal com a mudança de planos, destacando que sua intenção era contribuir com o governo federal a partir da câmara alta.
"Essa minha desistência foi muito doída, porque eu me preparei para ser senador da República. Não por um projeto pessoal, mas para ajudar em um eventual segundo governo do presidente Lula no Senado Federal. A minha contribuição na Câmara já estava encerrada. Eu queria ir para o Senado para ajudar, porque ali não é Casa para as pessoas se aposentarem. Eu queria estar lá para tratar dos mesmos temas, com maior altivez, com mandato de senador. Não deixaram", declarou.
Ele acrescentou que os bastidores do processo foram difíceis emocionalmente. "Na vida, eu tomei uma decisão muito consciente, até porque é a primeira vez que estou falando sobre isso, e atendi a um apelo do presidente. Foram muito doídos os bastidores disso tudo para mim, pessoalmente", relembra.
Apesar da insatisfação pessoal, Guimarães afirma que continuará apoiando a reeleição de Elmano e seguindo a liderança do presidente Lula.O OTIMISTA

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