ministro da Educação correu ao Ceará para desfazer os boatos de insatisfação na base aliada que poderia colocar em risco o projeto de reeleição de Elmano de Freitas.
Depois de dizer que era amigo e irmão de Cid Gomes, Camilo se prestou ao papel de motorista do transporte que conduziu poderosos a um evento em Pindoretama.
Por onde Camilo passou, repetia um mantra, “tudo em nome do projeto”. Quando disse isso a Eunício Oliveira, políticos entenderam que era uma mensagem cifrada, não a Eunício, a quem quer ver senador desde eleições pretéritas. Mas a Júnior Mano cuja postulação está sendo vista como pleito pessoal.
Falar em projeto depois de 20 anos de poder é uma impropriedade de termo. O que se projeta é para ser executado. Pode-se dizer, em homenagem ao futuro ex-ministro, que governar é uma obra em aberto. Sendo assim, o projeto seria mais duradouro que sua execução. E serve de desculpa esfarrapada: se ainda não conseguimos dar resposta à questão da segurança, ou da saúde, por exemplo, é porque ainda é projeto.

(Foto: Reprodução/Instagram)
Esta família é muito unida
Impropriedade do termo “projeto” é mais evidente quando se trata de Camilo, cuja família está hospedada no organograma estatal. O mais gritante foi a imposição da esposa Onélia, a quem livrou da sina de Ofélia na torre do TCE, cargo irremovível.
Mas tem também o pai, Eudoro, que preside o PSB e é beneficiário de sinecuras. Sem falar do irmão a mirar gordas verbas. Como gostam de cargos para os seus e aos chegados. E de empresa, muitas empresas.
Cadê o Cancão dos Inhamuns
Voz experiente da política me pergunta, quase em tom de confidência: você não acha que Domingos Filho está muito calado? Cadê o Cancão dos Inhamuns? Na verdade, o PSD como um todo parece atravessar um período de troca de plumagem.
Depois de evitar entrar no barco de Flávio Bolsonaro, o presidente Kassab já se afasta do governo de São Paulo e põe na proa três governadores presidenciáveis: Caiado (GO), Ratinho (PR) e Eduardo Leite (RS). Posiciona-se para ser o fiel da balança no segundo turno. Talvez isso esteja a guiar os Domingos, Filho e Neto. Estão quietos, observando a disputa dos concorrentes, esperando a melhor hora de dar o bote.
Rosa murcha
O tempo passou, e só o PDT não viu, da janela partidária, que a sigla tende a definhar. Na Assembleia, já tem um lote de deputados em busca de outras siglas, com PL e PSDB na fila de espera. O certo é que o partido precisa montar uma chapa competitiva para não minguar ainda mais após o racha dos Ferreira Gomes e o dilema de ser ou não ser governista.
Republicanos
O partido de Chiquinho Feitosa hesita em tornar pública sua posição: se fica ou não com o governo. Mas já se considera preterido na disputa pelo Senado. Apesar da negativa de Elmano, da resistência de Guimarães e do muxoxo de Chaguinha, os eventos sinalizaram a definição de candidatos: Júnior Mano, para atender Cid, e Eunício, por preferência de Camilo.
Pobre do Ceará, só ganha do Maranhão
Apesar de só se falar em projeto nos discursos do governo e de seus aliados, ele simplesmente não existe, como demonstrou O Otimista nesta sexta. Só isso para explicar a situação do Ceará, o segundo mais pobre do Brasil. Só ganha do Maranhão. O desempenho que demonstra a pobreza de espírito dos gestores foi registrado pela segunda vez consecutiva.
No ano passado, a renda per capita do cearense, segundo o IBGE, foi de R$ 1.390,00, inferior ao salário mínimo de então. Se há realmente um projeto, ele não presta. Ou não foi executado, o que denotaria incompetência na gestão. Os políticos estão cada vez mais ricos; e o povo, cada vez mais pobre. O OTIMISTA/LUCIANO CLÉVER

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